Sábado, 22 de Setembro de 2018  Desportos   
 
Recomende este site
DesportoAveiro
 Notícias Anteriores:  últimos 7 dias  |  últimos 30 dias  |  anteriores
Esgueira «disponível» mas à espera de apoios
2006/07/20

O Clube do Povo de Esgueira (CPE) está «disponível» para participar na próxima edição da liga profissional de basquetebol, depois de conhecida a desistência do Aveiro Basket, noticia o Diário de Aveiro.

«Albino Cunha, presidente do clube, garantiu ao Diário de Aveiro que «há meses» que o CPE se disponibilizou para competir no campeonato profissional, tendo voltado a manifestar essa abertura na última reunião entre os accionistas da SAD do Aveiro Basket, realizada há cerca de três semanas.

No entanto, a entrada do clube esgueirense na principal competição nacional depende da angariação de apoios, nomeadamente por parte da Câmara. A autarquia, porém, não deu «nenhuma resposta» aos dirigentes da agremiação desportiva.

«Do lado de lá não obtivemos nenhuma resposta, pelo que presumo que não haja interesse e vontade», afirmou Albino Cunha.
Para que o Esgueira participe na liga será também necessário que os patrocínios que estão actualmente contratualizados com a SAD do Aveiro Basket, nomeadamente com o Carrefour, sejam transferidos para o clube, adiantou o dirigente.

«Seria preciso garantir um bom suporte financeiro para entrar na liga de forma a não defraudar as expectativas desportivas», frisou, acrescentando: «Assumiríamos o projecto profissional desde que houvesse garantia de apoios efectivos, e não simples promessas».
Ao mesmo tempo, o CPE mostra-se interessado em «ir resolvendo o passivo do Aveiro Basket até dissolver a SAD».
Se não competir no torneio profissional, o Esgueira participará na Proliga, prova em que está inscrito e onde se sagrou vice-campeão na época finda.

As dívidas do Aveiro Basket rondam actualmente os 900 mil euros. Em Setembro deverá realizar-se uma Assembleia Geral em que poderá ser debatido, por iniciativa da Câmara Municipal – a maior accionista da SAD –, um aumento de capital.

Além do município, que detém 40 por cento das acções, também Esgueira, Galitos e Beira-Mar têm participações na SAD (15 por cento cada clube). As restantes acções pertencem a pequenos accionistas.
A Câmara de Aveiro não se quer pronunciar sobre o assunto.

José Castel-Branco «lamenta profundamente» desistência do Aveiro Basket

LCB lança «repto» a Aveiro para participar na liga O presidente da Comissão Directiva da Liga de Clubes de Basquetebol (LCB), José Castel-Branco, desafiou ontem «a cidade de Aveiro» a manter uma «equipa ao mais alto nível», depois de conhecida a desistência do Aveiro Basket da próxima edição da competição profissional da modalidade.

«Espero que Aveiro tenha capacidade para manter uma equipa ao mais alto nível», disse ao Diário de Aveiro.
«Desafio a cidade a manter uma presença na liga. Aproveito esta oportunidade para deixar este repto», afirmou.

O Esgueira é um dos destinatários do apelo do presidente do organismo, já que o clube conta com o direito desportivo de participar na liga. «Nada impede o Esgueira de participar», garantiu, salientando, porém, que outras equipas se podem candidatar ao torneio.
Um representante da LCB deverá reunir-se amanhã com o presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia, para «perceber» o que esteve na origem da decisão de desistir da liga.

A autarquia aveirense anunciou terça-feira que abdica de participar na edição 2006/2007 da competição profissional devido a problemas financeiros, o que José Castel-Branco «lamenta profundamente», apesar de acreditar que se tratou de uma «decisão tomada em consciência».

Para o dirigente da LCB, entidade que organiza a principal prova nacional da modalidade, o Aveiro Basket foi um «projecto bom e inovador», que consistiu em «juntar três clubes de média dimensão e criar um clube de grande dimensão».
Mas a «falta de adeptos» terá condicionado o sucesso do projecto, avaliou.

Apesar das dificuldades, foi uma «experiência positiva», da qual devem ser «retiradas ilações para modelos futuros».
A desistência do Aveiro Basket é vista, no entanto, como um «processo natural», dado que «as empresas nascem e morrem». «Quando não se pode, fecham-se as portas», declarou ao Diário de Aveiro, lembrando a «conjuntura difícil» que se vive actualmente no país.» (Diário de Aveiro)

Enviar por email  Imprimir
ÒuvidÓ na TV
Questionário
Sim
Não


 Home  | Aveiro  | Negócios  | Desportos  | Agenda  | Fora de Casa 

hosting e produção Digitalwind