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S. Bernardo em situação «dramática»
2006/04/20

A situação financeira do Centro Desportivo de São Bernardo é «dramática», alertou ontem o presidente da Direcção, Paulo Maia, noticia o Diário de Aveiro.

«Segundo o dirigente, o clube é actualmente «insolúvel» e, caso não sejam tomadas «medidas radicais», pode mesmo «soçobrar», disse ao Diário de Aveiro.

À «situação extraordinariamente difícil» não é alheia a dívida da Câmara de Aveiro, que actualmente ronda os 90 mil euros. De acordo com Paulo Maia, até 30 de Setembro do ano passado, a autarquia sempre cumpriu o protocolo com o clube, mas o pagamento dos subsídios mensais passou a sofrer «atrasos significativos» a partir dessa data.

As dificuldades do São Bernardo podem até pôr em causa a participação da equipa sénior masculina no «play-off» da Divisão de Elite, alertou. Esta formação, acrescenta, «é a montra do clube e representa Aveiro e a Região».

O clube - que «cria, forma e educa jovens sem cobrar um euro que seja» - tem sobrevivido à custa do endividamento pessoal dos seus dirigentes junto da banca, revelou. Para o presidente da colectividade, a situação actual é «completamente impossível de se perpetuar». Uma das soluções para a crise é a venda dos terrenos onde está implantado o campo de futebol do clube. «É preferível viver do que morrer carregado de anéis», ilustrou.

Assembleia-Geral a 7 de Maio A alienação daquele património poderá render cerca de 600 mil euros à agremiação aveirense, se no local for permitida a construção de habitações uni-familiares. No entanto, o actual executivo camarário poderá limitar a ocupação dos terrenos à edificação de equipamentos, o que os desvalorizaria, declarou. «Os terrenos valem mais se forem vendidos para moradias do que para equipamentos», afirmou ao Diário de Aveiro.

Mas mesmo a receita de 600 mil euros oriundos de uma possível venda dos terrenos «seria insuficiente para resolver a situação financeira do São Bernardo», preveniu Paulo Maia. É necessário também que a Câmara cumpra o pagamento das comparticipações mensais e que o clube proceda a uma «reestruturação interna». «O actual modelo de funcionamento não pode perdurar», referiu.

«Chegou a hora que pessoas com responsabilidades, mas que se têm alheado se envolvam, porque ou querem ou não querem que o São Bernardo continue», desafiou. Paulo Maia irá abandonar a liderança do clube em breve. Para 7 de Maio está agendada uma Assembleia-Geral, durante a qual o dirigente irá solicitar a marcação de uma data para eleições. «Não me recandidato. Quanto ao futuro presidente, tem de ter coragem e bom-senso», concluiu.

Paulo Maia critica «palavras infelizes» de Artur Filipe As declarações de Artur Filipe, presidente do Beira-Mar, sobre o Centro Desportivo de São Bernardo foram mal recebidas por Paulo Maia. O dirigente do clube de São Bernardo referiu que o comportamento de Artur Filipe «não foi eticamente correcto».

O presidente do Beira-Mar proferiu «palavras infelizes», disse Paulo Maia, lembrando que existe uma «colaboração estreita» entre as duas instituições, já que o São Bernardo cede o seu campo de futebol, gratuitamente, ao clube «auri-negro».

Recorde-se que, em declarações à rádio Terranova, o dirigente do Beira-Mar lamentou as dívidas da Câmara ao clube e salientou que clubes como o São Bernardo e o Esgueira «têm recebido os subsídios» da autarquia. «Talvez se o Beira-Mar, em vez de futebol fosse um clube de andebol, não tivesse tantas razões de queixa», disse Artur Filipe.» (Diário de Aveiro)

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