| 2006/03/12 O Presidente da República da Guiné-Bissau, Nino Vieira, foi presenteado pela empresa Valente Marques, S.A, de Oliveira de Azeméis, com uma escola primária, noticia o Diário de Aveiro.
Agradeceu e deixou um recado: «Portugal tem a obrigação moral e política de nos ajudar a reconstruir o nosso país».
A construção desta escola para 35 alunos, tantos quantos os anos da empresa, «é a nossa modesta colaboração para construir um futuro melhor na Guiné-Bissau e são as crianças que melhores garantias dão no desenvolvimento de um país», justificou o administrador Álvaro Rocha, sublinhando que «as empresas também têm um papel social a cumprir». Segundo o responsável, este «presente» vem na sequência de vários anos de estreitas relações entre a empresa exportadora de arroz e aquele país lusófono.
À margem da cerimónia protocolar onde foi efectuado este anúncio, António Valente Marques, administrador e filho do fundador da empresa, afirmou que não é ainda conhecido o valor da obra, que deverá arrancar ainda este ano, «porque desconhecemos ainda os custos dos materiais na Guiné-Bissau».
A escola vai ser construída em Bafatá, no leste daquele país, uma zona de grande exploração de arroz e uma das mais carenciadas, segundo Nino Vieira. O Presidente da República guineense agradeceu esta oferta, afirmou que o seu país precisa de «parceiros como Portugal» e pediu que outros privados seguissem este exemplo, mas também o Estado português, porque, «são os senhores que têm laços históricos com a Guiné-Bissau que têm obrigação de nos ajudar».
Nino Vieira garante que a Guiné-Bissau «é um país atractivo ao investimento privado, elegendo as áreas do turismo, comércio, cultura, pescas, construção e indústria», como as principais oportunidades. Para o ex-secretário de Estado do Desporto, Hermínio Loureiro, este gesto da empresa de Oliveira de Azeméis foi deixar para trás as palavras e «passar à acção», sublinhando que «esta é uma oportunidade para aprofundar a lusofonia» em África, e também ele apontou os PALOP’s como aqueles que «devemos colocar em primeiro lugar quando pensamos em cooperação».
O deputado do PSD, não se conseguiu desligar das suas anteriores ligações ao desporto e desafiou «Nino Vieira para torcer por Portugal no Mundial de Futebol de 2006».
Também da parte do presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Ápio Assunção, o presidente da Guiné-Bissau obteve a garantia de ter «as portas abertas à colaboração» (Diário de Aveiro) |