| 2006/03/07 A aquisição de um terreno, nas imediações do Parque de Exposições de Aveiro, foi aprovado pela Assembleia Municipal, na noite desta segunda-feira, com apenas oito votos favoráveis, entre 38, sendo 26 da abstenção.
Segundo a negociação, a Câmara faz a aquisição do terreno, com 3.620 metros quadrado, dando em troca nove lotes em Santa Joana, S. Jacinto, Cacia e Requeixo, no valor de 472.119 euros. Além da aprovação da Assembleia, a negociação carece ainda de apreciação pelo Tribunal de Contas.
O assunto gerou polémica do lado das bancadas da maioria, PSD e PP, que votaram maioritariamente na abstenção.
Manuel Coimbra, do PSD, disse que se tratava de um «péssimo negócio» para a Câmara. Na declaração de voto, o social-democrata disse que a bancada não estava suficientemente informada mas considerou que era «importante honrar os compromissos», assumidos pela Câmara anterior, de maioria socialista, datada de 2003, numa primeira versão, e posteriormente, alterada para nova deliberação, em 2005.
João Pedroso, da bancada socialista, disse que baseou a votação favorável dado que o actual executivo manteve a decisão do anterior executivo liderado por Alberto Souto.
Jorge Nascimento, do PP, chegou a propor que o assunto fosse retirado da ordem de trabalhos mas a proposta foi recusada.
O assunto mereceu intervenções críticas ao Executivo anterior. Rocha Almeida disse tratar-se de «mais um imbróglio em que estamos metidos». O presidente da Câmara, Élio Maia admitiu que «há dúvidas, mas pareceu importante trazer o problema à Assembleia».
Para o social-democrata Manuel Coimbra, é um «negócio que deixa muito a desejar» e Jorge Nascimento, do PP, questionou o facto dos socialistas não levarem o assunto à Assembleia, enquanto governaram a Câmara.
Perante este tipo de declarações, o socialista Carlos Candal lançou o desafio: «se tem desconfianças apresentem queixa o Ministério Público». |