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Unidade de Hemodinâmica é «urgente»
2022/01/27

A criação e ativação «com carácter de urgência» de uma Unidade de Hemodinâmica no Hospital de Aveiro possibilitando exames de avaliação de problemas cardíacos, enfarte, AVC, arritmias, hemorragias internas graves, tromboses vasculares, aneurismas arteriais, entre outros problemas, é uma exigência dirigida ao Ministério da Saúde pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), que difundiu um comunicado esta quarta-feira após uma reunião do Conselho Intermunicipal daquela organização de autarquias.

Segundo a CIRA - que inclui Aveiro, Águeda, Estarreja, Anadia, Oliveira do Bairro, Ílhavo, Vagos, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Ovar e Murtosa – a «falta de resposta para a realização de exames programados em tempo útil pelo Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, tem resultado num atraso clínico com grave prejuízo para os doentes».

O comunicado acrescenta que «clinicamente, 90% dos cidadãos que sofrem um enfarte agudo do miocárdio não são tratados a tempo, superando o limite máximo aceitável de 120 minutos, o que acarreta morbilidade, mortalidade e despesas acrescidas».

Em termos económicos, as razões são várias. Por exemplo, os exames realizados nos centros hospitalares do Porto e de Vila Nova de Gaia/Espinho custaram 500.000 euros em 2021 ao centro Hospitalar do Baixo Vouga (hospitais de Aveiro, Estarreja e Águeda).

Segundo a CIRA, a média diária são três a quatro doentes que seguem de Aveiro para outros centros com hemodinâmica de ambulância e com equipe médica e de enfermagem. É uma solução «dispendiosa e muito perturbadora da normalidade do serviços, dado que os profissionais ficam ausentes em média 4 a 5 horas, para além do risco para o doente».

Entretanto, o CHBV tem um projeto para a criação de uma Unidade de Hemodinâmica no Hospital de Aveiro, sendo que o Serviço de Cardiologia possui 14 especialistas (com mais 5 internos), um dos quais com a especialização e experiência em hemodinâmica. Foram já identificados meios de apoio a este cardiologista por equipa experiente. (…) o CHBV possui, na presente data, as condições humanas e logísticas necessárias para a abertura imediata de uma Sala de Hemodinâmica, com garantia da segurança, sendo economicamente vantajoso para o mesmo a sua criação, e de elevado valor para a defesa da vida dos Cidadãos da Região de Aveiro».

Argumentos da CIRA
- Portugal encontra-se abaixo da média europeia relativamente a Salas de Hemodinâmica por milhão de habitantes (2,5 vs 3 salas) e número de angioplastias (118 vs 191 procedimentos por 100.000 habitantes);

- A Região do Centro é particularmente deficitária, com apenas 3 centros hospitalares com Sala de Hemodinâmica (vs 6 no Norte e 6 em Lisboa VT) e com menos procedimentos (2714 no Centro, 3752 no Norte e 5472 em Lisboa VT);

- Apesar do CHBV servir uma população de 390.000 habitantes, Aveiro é das poucas capitais de distrito que não possui uma Sala de Hemodinâmica, situação que tem impactos negativos graves a vários níveis

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