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Agressão em Águeda – Ordem convoca Fórum Médico
2020/01/29

«Dada a gravidade das situações conhecidas de violência contra médicos e outros profissionais, e o silêncio ensurdecedor dos responsáveis políticos e, em especial, do Governo», o bastonário da Ordem dos Médicos convocou o Fórum Médico para a próxima quarta-feira, dia 29 de janeiro, pelas 16h00, na sede nacional da Ordem, em Lisboa, para «unir todos os representantes das organizações médicas e todos os médicos em torno de um único propósito: exigir ao Ministério da Saúde e ao Governo as medidas e as condições adequadas para salvaguardar a vida das pessoas, dos profissionais e dos doentes».

O comunicado que anuncia a mobilização dos médicos recorada «o último caso tornado público, uma médica no exercício das suas funções foi vítima de violência física pela mãe de uma criança na urgência do Hospital de Águeda (Centro Hospitalar do Baixo Vouga – CHBV)». Neste ponto, a Ordem critica o Diretor clínico do CHBV por declarações aos órgãos de comunicação social: “… a queixa é sempre da pessoa agredida, não é nossa. Nós somos coadjuvantes na queixa, até porque a senhora não é uma funcionária pública, é uma contratada …”. Para a Ordem, a afirmação revela «desprezo por quem está a servir a causa pública. Ao Diretor Clínico só lhe faltou dizer que a médica não era portuguesa! Provavelmente ignora que quando alguém agride fisicamente um profissional de saúde num hospital público comete um crime público. É irrelevante a qualidade da vítima (funcionária pública ou não), porque não se trata de uma questão de direito administrativo, mas sim de direito penal e a médica foi agredida no local de trabalho que é público, tendo o Diretor Clínico também a responsabilidade de lhe garantir condições de segurança no trabalho. Cometeu uma imprudência que irá merecer da parte da Ordem dos Médicos a avaliação adequada».

Tem havido «agressões brutais levadas a cabo contra médicos, enfermeiros, professores, magistrados e outros profissionais no exercício da sua profissão, configuram crimes públicos repugnáveis e condenáveis, que já deviam ter tido uma intervenção urgente por parte do Governo e das autoridades competentes».

A Ordem dos Médicos recomenda «como forma de prevenção, que não devem trabalhar sem as condições adequadas, designadamente aquelas que não garantem segurança clínica e segurança física. E agora vai fazê-lo por escrito» e reclama medidas preventivas e protetivas, como o botão de pânico associado a segurança pública em todas as unidades de saúde.

Mostrando-se «disponível para ajudar o Ministério da Saúde a reconstruir o SNS e a reconquistar e valorizar os profissionais de saúde, mas nunca aceitará a humilhação nem a escravatura dos médicos que a atual tutela parece querer implementar em Portugal e que está a ter consequências desastrosas».

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