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Agressão a médica denunciada no MP
2020/01/29

O conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, EPE denunciou ao Ministério Público, a agressão a uma médica, Tatiana Vieru, no serviço de urgência do Hospital de Águeda, a 23 deste mês, por uma «mulher que acompanhava o seu filho, menor, a uma consulta de urgência», segundo comunicado.

Além da solidariedade e apoio psicológico, a administração expressou «total disponibilidade para coadjuvar, em sede judicial, a queixa que formalizou junto das entidades policiais .

Mas a Ordem dos Médicos não está sintonizada com a administração hospitalar das unidades de Aveiro, Estarreja e Águeda, que criticou as primeiras reações da administração após a agressão. "Que desprezo por quem está a servir a causa pública. Ao diretor clínico só lhe faltou dizer que a médica não era portuguesa! Provavelmente ignora que quando alguém agride fisicamente um profissional de saúde num hospital público comete um crime público», lê-se no comunicado.

Segundo comunicado da Ordem, «o Diretor clínico do CHBV em declarações aos órgãos de comunicação social afirmou “… a queixa é sempre da pessoa agredida, não é nossa. Nós somos coadjuvantes na queixa, até porque a senhora não é uma funcionária pública, é uma contratada …”. É irrelevante a qualidade da vítima (funcionária pública ou não), porque não se trata de uma questão de direito administrativo, mas sim de direito penal e a médica foi agredida no local de trabalho que é público, tendo o Diretor Clínico também a responsabilidade de lhe garantir condições de segurança no trabalho. Cometeu uma imprudência que irá merecer da parte da Ordem dos Médicos a avaliação adequada».

Entretanto, a Ordem convocou o Fórum Médico para esta quarta-feira, dia 29 na sede nacional da Ordem, em Lisboa, para «unir todos os representantes das organizações médicas e todos os médicos em torno de um único propósito: exigir ao Ministério da Saúde e ao Governo as medidas e as condições adequadas para salvaguardar a vida das pessoas, dos profissionais e dos doentes. Dada a gravidade das situações conhecidas de violência contra médicos e outros profissionais, e o silêncio ensurdecedor dos responsáveis políticos e, em especial, do Governo».

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