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Ribau criticado por desrespeitar os aveirenses»
2019/10/02

A Associação Movimento Juntos pelo Rossio viu no vídeo do projeto do Rossio, divulgado pela Câmara, um «total desrespeito pelos cidadãos aveirenses por parte do presidente da Câmara, Ribau Esteves».

Em comunicado, a associação refere que «apesar da forte contestação gerada em torno deste projeto por parte da população aveirense, com várias manifestações em diversos momentos de participação pública, com grande parte da comunidade local a revelar-se contra o mesmo, o Senhor Presidente manifesta uma inacreditável determinação em avançar com um projeto que em tudo contraria as reais necessidades de intervenção neste espaço, bem como os princípios subjacentes que norteiam a atribuição de fundos europeus, tais como a necessidade imperiosa de promover a mobilidade suave e a descarbonização dos centros das cidades, para financiar um projeto feito contra a população e contra estes princípios, fazendo tábua rasa das advertências de estudos técnicos que apontam para riscos elevados de inundações agravadas pela ameaça de subida do nível das águas do mar e das características do Rossio como zona inundável».

Aponta ainda para elevados riscos geotécnicos para o edificado envolvente do bairro histórico da Beira-Mar, algum do qual classificado de interesse público».

Critica o arquiteto Nuno Mateus, da empresa ARX responsável pelo projeto, por descrever o Rossio como uma praça “dura”, demostrando bem o carácter desvirtuado e “impermeabilizado” que se pretende atribuir agora a uma praça que visa substituir um jardim de referência para a cidade de Aveiro e que faz parte da sua memória coletiva».

Um vídeo que «evidencia uma total insensibilidade e desconhecimento perante este espaço tão querido dos Aveirenses e dos milhares de cidadãos que o visitam todos os anos. O Jardim do Rossio não é uma praça, mas sim um Jardim, como o próprio nome indica».

A associação que também diz que «só quem não conhece a história da cidade pode assumir desta forma desprendida o desprezo pelo papel desde sempre assumido por este espaço – desde a icónica Feira de Março, às diversas feiras de artesanato, do livro, de
comemorações diversas em datas importantes da cidade – e acima de tudo na sua função de jardim procurado todos os dias por centenas de pessoas como espaço de lazer e passeio.

Ignorar a importância destas características de jardim com um conjunto arbóreo de relevo, incluindo alguns exemplares de árvores centenárias, como os plátanos e as palmeiras das canárias, para o apresentar como uma praça “dura” impermeabilizada e esvaziada da sua essência, constitui um insulto à inteligência dos aveirenses».

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