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FAPAS reprova passadiços
2019/09/19

Na sequência da inauguração de um passadiço no Parque de Serralves, o FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens) volta a questionar e criticar a construção de passadiços prejudiciais ao ambiente.

«A maioria dos passadiços construídos em Portugal podem ser um interessante equipamento de recreio, mas não são um equipamento de conservação da natureza e educação ambiental, nem um bom exemplo de intervenção do território», segundo o FAPAS.

Lembrando que em Portugal «o primeiro passadiço instalado de que há registo foi o da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, na década de 80 do século passado, e destinava-se a permitir o acesso à área de reserva integral, sem pisotear o cordão dunar, e a vencer algumas valas de drenagem», refere que «em muitos casos, estão a prejudicar as condições ambientais dos sítios onde foram instalados».

Exemplifica com os passadiços da Ria de Aveiro, do Alvor, da Reserva Ornitológica do Mindelo, da Barrinha de Esmoriz e de muitos outros, que devassaram áreas naturais até então livres da pressão humana e que, com a facilidade de acesso criada, passaram a ser frequentada por multidões, muitas vezes ruidosas e, frequentemente não apenas em deslocação pedonal, mas também em motociclos».

Quanto aos passadiços do rio Paiva, «para além de perturbarem o corredor ripícola e a sua fauna e flora (que supostamente pretendiam valorizar), não se percebe a necessidade de fazer passadiços onde já havia caminhos. Uma ou outra passagem em passadiço, numa ribeira ou num afloramento rochoso, ainda se compreende, agora 8 km de percurso em passadiço de madeira não faz qualquer sentido». Refere ainda que «houve recursos financeiros para fazer essa faraónica obra, supostamente para permitir a contemplação do vale do Rio Paiva, mas não houve recursos para intervir na reabilitação do habitat, florestando com espécies adequadas».

Aponta ainda o «risco de os utentes serem surpreendidos por um incêndio, de que já houve dois exemplos e um período de encerramento do passadiço por questões de segurança».

Resumindo o FAPAS diz que os passadiços do Paiva são «o máximo da má relação com o ambiente».

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