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Capa de volante acorda condutores que adormecem
2019/04/24

Uma capa desenvolvida no CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro (unidades de investigação da Universidade de Aveiro), instalada no volante dos automóveis deteta o cansaço do condutor e o sistema espoleta um alerta para o telemóvel ou para o smartwatch do condutor.

A capa monitoriza os sinais vitais do condutor e avisa-o “em caso de grande fadiga, que é altura de parar e descansar“, segundo a UA.
Os sinais captados pela capa são analisados em tempo real por um algoritmo, desenvolvido no Instituto Superior Técnico e no Instituto de Telecomunicações, no polo de Lisboa, pela equipa da investigadora Ana Fred, que “reconhece ou não sinais associados à fadiga. Havendo cansaço, o sistema espoleta um alerta para o telemóvel ou para o smartwatch do condutor“.

Atualmente, segundo a investigadora Helena Alves, o protótipo transmite os dados via bluetooth mas ”num futuro próximo será possível convergir para cenários em que o sistema está ligado diretamente ao veículo e é o próprio computador de bordo a apresentar as notificações ou a alterar o comportamento do mesmo”.

Segundo comunicado, os principais riscos que se pretendem prevenir com este trabalho são as distrações e, em especial, a fadiga ao volante”, segundo a investigadora Helena Alves.

INFO UA
“Sistemas que contribuam para avaliar o estado dos condutores no que diz respeito a cansaço e outros parâmetros biomédicos poderão ter um grande valor acrescentado ao nível da segurança rodoviária”. A estes sistemas, desvenda Helena Alves, “podem ser acopladas outras medidas de segurança adicionais, tais como feedback sob a forma de áudio ou vibrações para recuperar a atenção do condutor ou até mesmo provocar a imobilização do veículo”.

Os sensores acoplados na capa registam a condutividade elétrica da pele, uma propriedade que funciona como um indicador do estado psicológico e fisiológico dos indivíduos, permitindo identificar o indivíduo, alterações na condutividade e relaciona-las com padrões de comportamento humano. s sensores acoplados na capa registam a condutividade elétrica da pele, uma propriedade que funciona como um indicador do estado psicológico e fisiológico dos indivíduos, permitindo identificar o indivíduo, alterações na condutividade e relaciona-las com padrões de comportamento humano.

Desenvolvida com uma técnica que permite integrar dispositivos eletrónicos à base de grafeno diretamente em fibras têxteis mantendo o especto, a flexibilidade e o toque do tecido, a capa do volante permite medir nas mãos dos condutores durante qualquer viagem – e, em especial, as viagens mais longas – a resposta galvânica da pele.

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