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Congresso Portugal-China junta 90 conferencistas
2019/03/12

O programa do 2.º Congresso Internacional “Diálogos Interculturais Portugal-China, entre os dias 13 e 15 deste mês, promovido pelo Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro (IC-UA) em parceria com várias unidades orgânicas da UA, inclui conferências, debates, apresentação de pósteres, workshops de Medicina Tradicional Chinesa e de Artes Marciais, uma aula aberta e quatro exposições.

Este ano assinalam-se os 70 anos da proclamação da República Popular da China, os 40 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países e os 20 anos do retorno de Macau à administração chinesa e a assinalando estas datas o instituto organizou eventos sobre as relações multiculturais e sobre a cooperação entre Portugal e a China.

Na abertura do congresso participam o Reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira, o Embaixador da República Popular da China em Portugal, Cai Run, e representantes do Instituto Internacional de Macau, que apoia a organização do Congresso, do Ministério da Educação e dos municípios e escolas com projetos de ensino de Mandarim.

As principais atividades desenvolvem-se no Complexo das Ciências de Comunicação e Imagem da Universidade de Aveiro (CCCI/DeCA/UA, edifício 40), onde 90 conferencistas, de Portugal, China, Japão e Reino Unido apresentarão estudos sobre aqueles três acontecimentos marcantes e comunicações sobre Iniciativa “uma faixa, uma rota”; Diálogos entre Línguas: Literatura, Tradução e Ensino; Cultura e Turismo; e Diálogos artísticos. A organização destaca a conferência de abertura “Recent Changes in Income Distribution in China”, por Li Shi, professor da Normal University of Beijing e Member of Advisory Committee of Poverty Alleviation Office of China´s State Council.

Workshops e aula aberta

Os workshops de Medicina Tradicional Chinesa e uma aula aberta sobre “Qigong Terapêutico & Conservação e manutenção da saúde através da estimulação dos pontos de acupuntura na Medicina Tradicional Chinesa serão com o médico Zhang Honghuan, e os de Artes Marciais, por Li Ying, da Universidade de Dalian, universidade chinesa parceira do IC-UA. Será no dia 12 de março, às 11 horas, no Anfiteatro Helena Nazaré, na Escola Superior de Saúde da UA.

Quatro Exposições
As exposições, abertas ao público em geral, distribuem-se por três espaços da UA: “Deambulações pela China”, de Carlos André (CCCI, 13-20 de março); “Recriação do Património: Escultura como intercâmbio da arte budista entre o Oriente e o Ocidente, ao longo da antiga rota da seda” (CCCI, 11-15 de março); Iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” (Complexo Pedagógico, 7-22 de março); “Retratos de Luso-asiáticos de Macau”, de João Palla (sala Hélène de Beauvoir, 13-20 de março).

“Deambulações pela China”
“Deambulações pela China” é uma exposição de 32 fotografias, da autoria de Carlos André, professor universitário (Instituto Politécnico de Macau e Universidade de Coimbra), tradutor, ensaísta e poeta. Algumas destas fotografias de pessoas e dos muitos locais por onde passou na sua missão de promoção da língua portuguesa são ilustradas por poemas publicados no seu livro “…o sol, em nascendo, vê primeiro”.

“Recriação do Património: Escultura como intercâmbio da arte budista entre o Oriente e o Ocidente, ao longo da antiga rota da seda”

Integrada no Ano do Património Cultural Imaterial da Humanidade, celebrado em 2018, esta exposição é constituída por 16 esculturas de barro pintado Niren Zhang, que recriam o panorama humano e cultural na antiga Rota da Seda, bem como a arte e o estilo das dinastias Han e Tang.

Iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”
Constituída por 34 painéis, esta exposição é promovida pela Embaixada da China, em parceria com o IC-UA. A iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota", originada a partir do legado da antiga Rota da Seda, concentra-se em países Asiáticos, Europeus e Africanos, e visa construir uma rede que interligue estes continentes. Mais de 100 países e organizações internacionais têm apoiado e participado, de forma dinâmica, nesta iniciativa. Baseando-se no princípio de crescimento mútuo através de diálogos e cooperações, a iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota" tem como objetivo impulsionar um desenvolvimento conjunto entre os países e regiões ao longo da rota, assim como promover a construção de uma comunidade de interesses e destinos partilhados.

“Retratos de Luso-asiáticos de Macau”
A exposição é uma amostra de retratos da comunidade macaense. Os rostos aqui patentes têm grande interesse por serem o espelho de miscigenações que ocorreram durante séculos: num primeiro momento, resultado da chegada a Macau de portugueses e luso-descendentes oriundos de Malaca e da Índia Portuguesa; mais tarde, resultado do cruzamento entre portugueses e chineses.

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