Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019  Aveiro   
 
Recomende este site
DesportoAveiro
 Notícias Anteriores:  últimos 7 dias  |  últimos 30 dias  |  anteriores
«Capricho inútil, anacrónico e danoso»
2019/02/08

A Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta Secção - Local de Aveiro conclui que o plano de construção de um parque de estacionamento no Rossio, em Aveiro, é um "capricho inútil, anacrónico e danoso" depois de analisar os documentos do Estudo Prévio do projecto. Constatou que os documentos "demonstram que quase dois terços dos lugares previstos para o parque de estacionamento subterrâneo são desnecessários".

Os estudos foram feitos "à revelia das reconhecidas boas práticas de urbanismo e de mobilidade e das indicações e recomendações comunitárias e nacionais, com a omissão de elementos fundamentais e sem justificação técnica da necessidade de um parque de estacionamento automóvel no Rossio".

A MUBi recomenda um "verdadeiro estudo de mobilidade da área, enquadrado numa estratégia de mobilidade mais global e no planeamento e ordenamento da cidade, contemplando todos os modos de transporte e visando uma repartição modal mais equilibrada privilegiando os modos mais sustentáveis".

A análise da MUBi concluiu ainda que "nas horas de maior procura, o parque captará cerca de 100 automóveis que presentemente estacionam legalmente na zona da Beira Mar para além do Rossio (74 a norte do Canal de São Roque), criando lugares vagos que atrairão outros tantos veículos para esta zona central, e mais de 20 carros que actualmente estacionam fora desta área". Por isso, há uma "procura induzida, metade da capacidade proposta para o parque de estacionamento tem, assim, o efeito nefasto de atrair mais carros para o coração da cidade".

Além disso, se os inquéritos realizados pelos estudos mostram que "as deslocações dos condutores que estacionam no Rossio são maioritariamente (73%) por motivos de lazer" há uma "predisposição para caminhar mais de 400 ou 500 metros até ao destino, os parques de estacionamento existentes na proximidade, Fórum, Praça Marquês de Pombal e Mercado Manuel Firmino, a 300, 500 e 550 metros do Rossio,são opções presentemente viáveis, e a custo praticamente zero, para retirar espaço de estacionamento e reduzir o tráfego motorizado no Rossio".

Todo o projecto é baseado num modelo "obsoleto da dependência do automóvel, segundo a MUBi, tratando-se de uma intervenção que terá um "impacto de várias décadas, renega completamente outros modos de deslocação e novas soluções de mobilidade, como se o automóvel individual fosse o único meio de aceder ao Rossio e Beira Mar e o propósito o de levar lá carros ao invés de pessoas".

Segundo a MUBi, "omite instrumentos como os planos intermunicipal e municipal de mobilidade e inclusivamente o plano de mobilidade sustentável do próprio PEDUCA e ignora as indicações do Governo de transferência do veículo motorizado individual para modos mais sustentáveis. É vazio de uma política e estratégia de mobilidade sustentável, não existindo qualquer enquadramento com o planeamento e ordenamento da cidade".

Um projecto que "falha rotundamente ao não contemplar e avaliar outras opções mais concordantes com as boas práticas actuais de mobilidade e urbanismo, tais como parques periféricos e dissuasores, ou, sequer, a optimização e rentabilização dos vários parques de estacionamento automóvel subutilizados já existentes no centro da cidade".

Contraria, ainda, "compromissos assumidos pelos órgãos autárquicos, designadamente através do Pacto de Autarcas para o Clima e Energia e da Área de Reabilitação Urbana de Aveiro, de redução da dependência do automóvel individual e de uma repartição mais equilibrada entre os vários modos de transporte".

Enviar por email  Imprimir
50 milhões de euros
Questionário
Sim
Não


 Home  | Aveiro  | Negócios  | Desportos  | Agenda  | Fora de Casa 

hosting e produção Digitalwind