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Descoberta extrai ácido para a indústria
2018/11/09

Uma equipa de químicos desenvolveu um método mais sustentável capaz de extrair o ácido oleanólico das folhas de oliveira, que interessa às indústrias farmacêutica e do azeite, substituindo um processo com solventes orgânicos voláteis muitas das vezes tóxicos e carcinogénicos e a elevadas temperaturas.

Aquele ácido tem propriedades antioxidantes, anticancerígenas, anti-inflamatórias e antialérgicas, benéficas para a saúde humana.

Os investigadores Ana Cláudio, Emanuelle Faria, Armando Silvestre e Mara Freire do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro e do Departamento de Química da UA descobriram a forma de extrair o ácido oleanólico usando soluções aquosas de líquidos iónicos a temperaturas próximas do ambiente. Atualmente este resíduo é "normalmente queimado para gerar energia já que para se extrair o ácido oleanólico o método até agora existente não é sustentável".

Um método de extração que "promete dar um valor acrescentado aos milhares de toneladas de folhas que o país produz todos os anos" sendo que no final deste novo processo de extração do ácido oleanólico, os investigadores No final deste novo processo de extração do ácido oleanólico, os investigadores "garantem ainda ser possível reutilizar quer os líquidos iónicos, quer as folhas de oliveira para gerar energia, contribuindo também este método para o desenvolvimento de um processo integrado em biorefinaria".

INFO UA
As folhas de oliveira são um resíduo proveniente da indústria do azeite, uma das indústrias mais relevantes em Portugal e que, ao nível mundial, gera anualmente cerca de 1 milhão de toneladas de folhas.
“Este trabalho surgiu com o intuito de valorizar este subproduto através da extração e recuperação de compostos de valor acrescentado presentes nas folhas de oliveira, tais como os ácidos triterpénicos [onde o ácido oleanólico se insere]”, explica Ana Cláudio cujo trabalho contou também com a colaboração da Universidade Tecnológica de Viena (Áustria).

Especificamente utilizaram-se soluções aquosas de líquidos iónicos como solventes alternativos, permitindo o desenvolvimento de um processo de extração seletivo e mais sustentável. Para além de água, aponta a investigadora, “utiliza-se apenas uma pequena quantidade de líquidos iónicos, sendo que estes últimos apresentam uma pressão de vapor desprezável e, portanto, diminuem a poluição atmosférica”.

O processo desenvolvido pode ser utilizado em grande parte das indústrias nacionais que produzam resíduos agroflorestais ou resíduos alimentares que apresentem na sua composição compostos de valor acrescentado, sendo apenas necessário ajustar as propriedades físico-químicas dos líquidos iónicos utilizados e demais condições operacionais.

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