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Relatório - Faltaram os meios aéreos
2018/03/21

















Os meios não foram manifestamente suficientes para a dimensão dos incêndios que se verificaram em Macieira de Cambra, Vale de Cambra, Ventosa do Bairro, na Mealhada, Águas Boas/Oiã em Oliveira do Bairro e Santo André, em Vagos, segundo o "Relatório - Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de 2017 em Portugal Continental".

Mesmo, segundo destaca o Relatório, em Macieira de Cambra “… a arder violentamente, todos os sectores a arderem desfavoravelmente, povoações cercadas pelo fogo (…) São solicitados meios aéreos pesados ao CNOS e este pedido não foi atendido“.

Segundo o Relatório, “o efeito Pedrógão terá aqui funcionado para não haver mais vítimas mortais, ou seja, as pessoas evacuaram as aldeias de modo próprio, como é exemplo um ajuntamento de cerca de 1.000 pessoas junto à sede da Corporação de Bombeiros de Castelo de Paiva. Os meios não foram manifestamente suficientes para a dimensão dos incêndios que se verificaram“.

A "principal ocorrência" foi em Macieira de Cambra, em Vale de Cambra mas também "significativas" em Ventosa do Bairro, na Mealhada, Águas Boas/Oiã em Oliveira do Bairro e Santo André, em Vagos, que afetou a zona industrial de Vagos.Os concelhos de Vagos e de Oliveira do Bairro foram ainda atingidos pelo incêndio de Quiaios/Figueira da Foz.

Ocorrência Macieira de Cambra – Vale de Cambra
O incêndio teve início às 07:15 horas do dia 15 de outubro, sendo certo que já tinha havido uma ocorrência às 01:57 horas, o que pode induzir que houvesse um reacendimento. Não houve triangulação de meios porque estavam ainda em rescaldo. O COS foi o Comandante do CB de Vale de Cambra.

O incêndio pelas 08H14 estava dominado, registando-se às 09h50 uma forte reativação que não foi possível controlar. Às 10:45 horas já o incêndio tinha 2 frentes a progredir com muita violência. Pelas 12:55 horaso incêndio era muito desfavorável, provocando muitas projeções não sendo possível a mobilidade de meios para acompanhar a velocidade de propagação.

Pelas 13:28 horas são pedidos 2 grupos de reforço. Pelas 15:46 horas é reforçado este pedido. Às 15:47 horas a 2.ªCODIS de Aveiro assume a função de COS. Às 16:26 horas é elaborado um Ponto de Situação(POSIT) muito desfavorável e Macieira de Cambra estava a“… a arder violentamente, todos os sectores a arderem desfavoravelmente, povoações cercadas pelo fogo”. São solicitados meios aéreos pesados ao CNOS e este pedido não foi atendido

Pelas 17:40 horas, a situação é muito desfavorável, repetindo-se nos pontos de situação das 19:09 horas e das 20:59 horas. Pelas 21:38 horas é ativado o Plano Distrital de Emergência (PDE).Já no dia 16 de outubro pelas 00:06 horas a situação mantém-se: meios insuficientes. Pelas 02:08 horas o COS tenta chegar sem sucesso a Castelo de Paiva. Pelas 03:44 horas há registo de 35 habitações ardidas.

Pelas 13:05 horas há informação detalhada dos bens afetados em Castelo de Paiva, tendo sido afetado 80% do concelho. Pelas 19 horas foram reafectados os setores, constituindo cada concelho um sector: Vale de Cambra, Arouca e Castelo de Paiva, respetivamente Alfa, Bravo e Charlie, sendo certo que marginalmente ainda foi afetado o concelho de Gondomar já no distrito do Porto.O incêndio foi dominado pelas 02:19 horas já do dia 17 de outubro, coincidindo com as primeiras chuvas.

O mais significativo é a manifesta falta de meios para a dimensão do incêndio.

O COS admitiu que na fase inicial com um meio aéreo ligeiro poderia ter feito toda a diferença, mas pelas 11 horas do dia 15 de outubro o mesmo tinha a sensação que tinha o incêndio perdido atendendo às condições existentes e à velocidade de propagação que o mesmo já demonstrava.

O Comandante do CB de Arouca manifestou alguma preocupação pela localização do PCO,porque este se manteve sempre em Vale de Cambra quando o incêndio chegou até ao Rio Douro. Convictamente também referiu que este acontecimento seria bem mais grave no caso de se ter passado durante a semana.

No dia 15 de outubro, registaram-se 64 ocorrências de incêndios florestais no distrito de Aveiro e o dispositivo "respondeu significativamente, atendendo às circunstâncias". Neste dia e noite e madrugada de segunda-feira, estiveram mais de 800 bombeiros mobilizados, 60% do quadro ativo do distrito.

Por ser domingo houve uma "maior disponibilidade dos operacionais/bombeiros".

Foram preposicionados em Aveiro os GRIF de Setúbal na Base de Apoio Logístico em Albergaria-a-Velha, mas não operou.

Para a fase Delta estavam previstos para o distrito de Aveiro seis Equipa de Combate a Incêndios ECIN’s e dois ELAC’s. No início de outubro houve um reforço de mais quatro ECIN’s e a partir de 15 de outubro houve um reforçode mais nove ECIN’s, terminando assim a fase DELTA com 19 ECIN’s e 05 ELAC’s.

Com a atividade operacional que se registou em Aveiro, verificou-se reactivamente o seguinte reforço no dia 15 de outubro: um GRIF4 de Lisboa para o incêndio de Vale de Cambra; meios aéreos não estavam previstos.

Só houve o Hotel 08, no incêndio de Vale de Cambra, por pouco tempo. Comunicações SIRESP e ROB estiveram operacionais.

Ver Relatório na íntegra
aqui

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