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Vagos no plano de intervenção nacional
2017/10/20

As Dunas de Vagos fazem parte do programa de intervenção do Governo para a recuperação das Matas Nacionais afetadas pelos incêndios, para o "restauro dos ecossistemas e o restabelecimento rápido das respetivas funções essenciais".

No prazo de quatro meses, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), deverá elaborar um relatório das ocorrências de incêndios que afetaram nãoa apenas as Dunas de Vagos assim como as Matas Nacionais de Leiria, Pedrógão, Urso, Dunas de Quiaios, Covilhã e Margaraça, com "avaliação rigorosa da execução dos Planos de Gestão Florestal em vigor, bem como dos acontecimentos ocorridos e danos no património florestal, natural e edificado".

Segundo o Governo, o "valor eminente destas matas para um correto ordenamento do território e para a concretização das políticas florestal e da conservação da natureza" impõe um "programa de intervenção específico que assegure o efetivo restauro dos ecossistemas e o restabelecimento rápido das respetivas funções essenciais".

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas deverá apresentar um programa de intervenção que contemple "medidas de estabilização de emergência e de reabilitação dos ecossistemas a executar, no curto e médio prazo, nas áreas ardidas" como a prevenção de erosão e proteção dos recursos hídricos; a conservação e salvaguarda de espécies protegidas; o controlo e erradicação de espécies invasoras; controlo fitossanitário e a recuperação de infraestruturas de gestão, rede viária e divisional.

Nestes 4 meses o ICNF deverá ainda elaborar um plano de cortes para extração e valorização de salvados, com prioridade para a madeira de melhor qualidade, rever o Programa de Ação para a Produção de Materiais Florestais de Reprodução nos Viveiros Florestais do ICNF, com reforço da produção de espécies autóctones, incluindo o pinheiro-bravo, apresentar um plano de financiamento, através das receitas obtidas na gestão das Matas Nacionais, bem como do conjunto de projetos a executar através de fundos comunitários.

As medidas de recuperação de longo prazo para as matas afetadas pelos incêndios, passarão pela avaliação dos modelos de silvicultura e de organização territorial a privilegiar, em articulação com a revisão em curso dos planos regionais de ordenamento florestal, revisão dos Planos de Gestão Florestal (PGF) em vigor, elaboração de um programa de rearborização e acompanhamento da regeneração natural nas áreas ardidas, a rever periodicamente em função da resposta dos ecossistemas e planeamento e execução das Redes de Defesa da Floresta Contra Incêndios, articulado com os Planos Distritais e Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios e os respetivos PGF.

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