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Níveis elevados de mercúrio em parturientes
2017/06/07

Foram detetados níveis elevados de mercúrio em 50 parturientes, de nove concelhos do distrito de Aveiro, mulheres que acabaram de dar à luz, assim como nos próprios tecidos da placenta, segundo um estudo da Universidade de Aveiro, uma «inédita investigação que pela primeira vez no país se centrou na análise daquele metal tóxico.

A análise foi feita ao cabelo e sangue das parturientes e às respetivas placentas e cordões umbilicais, e os resultados «garantem que há mesmo mulheres que apresentam níveis de mercúrio acima daquele que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde».

Susana Loureiro lembra que «o sistema nervoso central é o alvo principal» daquele metal, mas que o mesmo «pode afetar, praticamente, todos os sistemas orgânicos funcionais de um organismo». E para além de danos a nível celular, o mercúrio pode também trazer consequências a nível do genoma.

O comunicado refere que «se as dimensões dos recém-nascidos, nomeadamente o perímetro encefálico, o peso e o comprimento, e a saúde das parturientes parecem não ter sido influenciados pelos elevado níveis de mercúrio, as investigadoras apontam que “para avaliar o impacto nestas mulheres e nos bebés teria que existir um estudo continuado».

Como «resultado da investigação, e face aos níveis de mercúrio encontrados na membrana amniótica, superiores aos detetados nos tecidos placentários, os biólogos apontam uma possível função daquela membrana na eliminação de metais e diminuição da sua transferência para o feto. Uma hipótese que precisa de mais estudos para ser confirmada».

Entretanto, Ana Catarina Alves, orientada por Susana Loureiro e Marta Monteiro, do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, preparam um trabalho complementar que, utilizando as amostras recolhidas, irá descrever os efeitos resultantes da exposição a mercúrio na modificação química do ADN e em várias enzimas responsáveis pela atividade celular.

Segundo Susana Loureiro, «estamos expostos a uma panóplia de compostos, para os quais, as mulheres grávidas em particular, não estão sensibilizadas e é a combinação de várias fontes de mercúrio que podem estar presentes nos nossos hábitos do dia-a-dia que são, no final, responsáveis pelos valores encontrados».

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