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A super-bactéria NL19 descoberta na Universidade
2016/03/29

Nas minas de urânio já desativadas da Quinta do Bispo, em Viseu «onde muitos resíduos apresentam elevadas concentrações de metais e radionuclídeos da série do urânio, a aposta da Universidade de Aveiro foi certeira» e o trabalho que a estudante de doutoramento Cláudia Covas está a desenvolver com a colaboração da investigadora em pós-doutoramento Tânia Caetano e de Pedro Domingues, investigador do Departamento de Química, levou à descoberta de uma nova espécie bacteriana que produz antibacterianos que podem vir a ser usados na medicina, na veterinária e na indústria alimentar.

A descoberta da NL19 «assenta que nem uma luva a um dos objetivos do grupo: estudo e descoberta de microrganismos capazes de ajudar a Ciência na produção de novos antibacterianos».

Segundo comunicado da UA, «para além da caracterização dos antibacterianos produzidos por esta nova bactéria está também em curso a avaliação do importante potencial biotecnológico que o microrganismo apresenta como produtora de antifúngicos, antivíricos e anticancerígenos, entre outros compostos bioativos».

INFO «A NL19 é uma ‘super’ bactéria que sobrevive em ambientes extremos, como o da antiga mina de urânio da Quinta do Bispo, em Viseu, onde foi identificada. Isolada a partir de lamas com elevadas concentrações de metais radioativos, as cientistas de Aveiro descobriram já que a NL19 produz antibacterianos que podem vir a ser usados na medicina, na veterinária e na indústria alimentar. Em curso está já o estudo de como esta bactéria poderá ser aproveitada pelo Homem na produção de outros compostos bioactivos.

Um pouco por todo o mundo, os ambientes extremos têm-se revelado promissores como fontes para a descoberta de microrganismos com potencial biotecnológico.

Batizada pela equipa do Laboratório de Biotecnologia Molecular (LBM) do Departamento de Biologia com o nome científico Pedobacter portucalensis, uma nova espécie do género Pedobacter.

“Esta estirpe produz antibacterianos contra uma gama de bactérias importantes não só na medicina, mas também na indústria de alimentos, na aquacultura e na agropecuária”, confirma Sónia Mendo, coordenadora do LBM. “Foi isolada num ambiente extremo, em lamas que apresentavam elevadas concentrações de metais e radionuclídeos da série do urânio, e num ambiente escasso em nutrientes, o que por vezes é um fator que também contribui para a síntese de alguns metabolitos como os antibacterianos, entre outros”, diz a investigadora».

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