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Marina investe o tripo do estádio
2003/09/16

Na fase de inquérito público do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Marina da Barra, a Quisoma Consultoria e Estudos de Mercado desenvolveu um processo de apresentação das potencialidades do investimento privado de cerca de 150 milhões de euros, na construção dos espaços de atracagem de embarcações, imobiliário e um conjunto de serviços e infra-estrutura.

Saber se o projecto chega ao fim, dependerá ou não apenas da avaliação do EIA e das movimentações que contrariam este projecto, particularmente da organização Pelo Futuro da Barra.

Travar o projecto, diminuir a dimensão, o espaço ocupado na zona da Ria e sapal é o objectivo daquele movimento que já anunciou a intenção de apresentar uma queixa contra o Estado, caso seja anunciada a execução do projecto. Contudo, a Quisona refere que "a densidade do projecto é bem menor que os limites máximos permitidos no Decreto-Lei 507/99: 50% dos 58 hectares da área sob concessão serão água, da restante área aproximadamente metade serão zonas verdes".

É ainda feita referência a medidas de compensação propostas para alguns impactes ambientais naturais, seja a resolução do excesso de tráfego, ligação de gás canalizado à Barra e recuperação de algumas marinhas abandonadas para promover acções de educação ambiental. A destruição de 30 hectares de sapal é compensada de recuperação como habitat de aves aquáticas de um conjunto de salinas arrombadas e limpeza de 10 hectares de sapal do Canal de Mira.

Quanto às famílias que dependem da apanha de bivalves na zona de implantação do projecto, "prevê-se medidas de compensação".

O triplo do estádio

A marina está projectada para uma área da margem esquerda do Canal de Mira, junto à Ponte da Barra. É um investimento três vezes maior do que o Estádio do Euro’2004, em Aveiro, com a zona das embarcações, espaço público, a envolvência imobiliária, com dois hotéis, 420 apartamentos e 130 moradias.

Segundo o plano, a marina pode criar "mais de 1000 postos de trabalho permanente e gerar 40 novos negócios e muitas oportunidades para outras empresas"
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Segundo o dossier Marina da Barra, "só na fase de construção cerca de 200 a 250 milhões e euros serão absorvidos, em parte substancial, pela economia regional" além de que, segundo o mesmo documento, é um "factor de equilíbrio na região, reduz a dependência dos concelhos envolventes da Ria relativamente à área urbana da cidade de Aveiro".

É com estes dados que o processo se desenvolve enquanto está em discussão pública o impacte ambiental que a construção provoca.

O EIA da marina, em inquérito público, apresenta os impactes positivos e impactes negativos. Os positivos são o desenvolvimento e criação de emprego e os negativos constituem uma intervenção destruidora de parte do ecossistema.

Segundo a proposta Preliminar de Ordenamento, além das habitações e hotéis (um de 3 estrelas e outro de 4 estrelas, aponta para Health Club, clube de ténis, campo de basquetebol, jardim infantil, três pisos de comércio, restaurantes, self-services, pastelarias, gelatarias, cafés, cervejarias, bares, pubs, agência bancária, posto de abastecimento e clubes desportivos.

Numa série de declarações entre o presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, que apoia a marina e o então Ministro do Ambiente, Isaltino Morais, ficou a ideia de que o Governo reprova a dimensão imobiliária, embora o autarca ilhavense mantivesse que o Ministro estava equivocado quanto aos documentos em que se baseou

Resumo não técnico www.iambiente.pt.

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