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A explicação da origem dos ovos moles
2014/01/29

A descoberta de Aveiro como antiga capital da produção de cerâmica do açúcar (peças usadas para a purga do açucar para a separação dos cristais formados do mel) «pode ajudar a explicar a origem do tão apreciado doce Ovos Moles, caraterístico de Aveiro», segundo o ua-on line. Foto-Confraria dos Ovos Moles

«Logo no séc. XVI, o Mosteiro de Jesus de Aveiro começa a receber açúcar proveniente da ilha da Madeira, como mostra, por exemplo, a concessão régia que o Rei D. Manuel I faz, em 31 de Outubro de 1502, de 10 arrobas anuais de açúcar dessa ilha. Sabe-se que a clara de ovo era usada para engomar a roupa das monjas nos conventos, nomeadamente nesta casa religiosa, atual Museu de Aveiro. A disponibilidade de gema, de açúcar e a já conhecida propensão para descobertas de novas especialidades em doçaria habitualmente associada aos conventos fazem supor, considera o investigador, que não terá sido difícil chegar aos Ovos Moles», segundo uma investigação em curso na Universidade de Aveiro (UA). «Aveiro descobre parte da sua importância histórica como antiga capital da produção de cerâmica do açúcar desempenhando um papel crucial nas rotas comerciais do açúcar que não se cingiam às trocas entre a capital do reino e as colónias».

Há dados históricos «revelados recentemente que apontam para uma importante produção cerâmica em Aveiro, durante vários séculos, ainda antes do século XVI e intensas trocas comerciais associadas à cerâmica do açúcar, ou às chamadas formas pão de açúcar, que terão precedido o desenvolvimento da indústria cerâmica na região em épocas posteriores». Uma destas peças cerâmicas está incluída no núcleo exposto na Sala de Exposições Hélène de Beauvoir da Biblioteca da Universidade de Aveiro, no âmbito da exposição «O Museu da UA … uma coleção em crescimento»

Paulo Morgado, engenheiro geólogo que participou em diversos estudos arqueológicos e de património, afirma que havia mesmo preferência pelas formas pão de açúcar de Aveiro que ofereciam «melhor qualidade, de acordo com a correspondência da época, provavelmente devido às características químicas e mineralógicas das argilas da região, com maior teor em ferro e, provavelmente, à técnica de cozedura. Provas, no terreno, da importância desta produção não faltam, esclarece o investigador. Como não tinham outra utilidade, as peças de refugo eram usadas na construção de muros e habitações um pouco por toda a cidade, ficando aqui e ali à vista nas construções mais antigas. Por outro lado, os fundos da Ria são testemunhas desse comércio, como ficou demonstrado pelas descobertas de embarcações naufragadas em vários locais, nomeadamente perto da antiga lota».

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