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Sujeito a caução e indiciado por burla e peculato
2012/12/13

O ex-presidente do Beira-Mar, Mano Nunes foi esta quarta-feira indiciado dos crimes de burla qualificada e peculato, terá prestar uma caução nos próximos 20 dias e está proibido de contactar com pessoas que estão envolvidas no processo das piscinas.

Mano Nunes conheceu as medidas de coação, depois voltar a ser interrogado no Juízo de Instrução Criminal, «não obstante», diz na sua conta no Facebook, «o Ministério Público ter reconhecido que o montante que recebi por parte do Beira-Mar correspondia exatamente ao montante que àquela data eu era credor do clube».

É arguido no caso da venda das piscinas, notificado pela Polícia Judiciária de Aveiro por suspeitas da «prática do crime de burla qualificada». Segundo aquela Polícia, na sequência da celebração de um contrato de aquisição de compra e venda de um terreno situado em Aveiro”, usou um «artifício fraudulento» e apropriou-se «ilicitamente de cerca de um milhão de euros, correspondente ao preço do mencionado terreno».

O caso diz respeito ao negócio das piscinas do Beira-Mar. Em Julho de 2009, a Câmara vendeu o terreno das piscinas ao Beira-Mar por 1,2 milhões de euros, que o clube vendeu a seguir à Nivel II por 2,5 milhões.

Mas o clube não chegou a receber a totalidade do valor da venda, pagou apenas 200 mil euros à Câmara.

A Nivel II deu um sinal de 500 mil euros e pagou uma letra de 700 mil euros.

Falta ainda esclarecer um milhão de euros.

Mas Mano Nunes que diz nunca ter beneficiado com a vendas das piscinas ao Beira-Mar e acredita que «com o desenrolar do processo, tudo se esclarecerá».

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