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UA pretende abrir escola de turismo na China
2012/12/11

A Universidade de Aveiro (UA) e o governo da província chinesa de Guizhou vão assinar um protocolo esta quarta-feira, dia 12, constituindo dois parceiros no projeto da futura Escola Internacional de Turismo, a construir na cidade de Anshun.

Esta escola superior dedicada ao turismo que a China pretende inaugurar em 2014 será gerida «com a ajuda da UA que terá também a seu cargo a responsabilidade de coordenar cientificamente o ensino naquela instituição, através da criação dos programas letivos e de um grupo de professores que, de forma residente, vão dar corpo à equipa docente local», segundo comunicado.

A sessão de assinatura do protocolar vai contar com representantes do governo da Província de Guizhou e de Cecília Meireles, Secretária de Estado do Turismo, comprometendo a UA a receber, no final dos três anos de formação, os 20 melhores alunos de cada ano.

Este grupo frequentará em Aveiro a pós-graduação em turismo, sob o nome Advanced Course on Tourism and Hospitality Studies, que a academia «tem já preparada a pensar especialmente nos estudantes chineses».

«É a primeira vez que uma universidade portuguesa cria condições para colaborar num projecto de ensino desta natureza e que se insere na internacionalização que se pretende para a economia nacional, não apenas no que diz respeito à indústria, mas também no que toca ao conhecimento que produzimos», afirma Carlos Costa, coordenador do Programa Doutoral em Turismo da UA que vai assumir a gestão e coordenação científica da nova instituição, «duas missões que serão repartidas com dois professores universitários chineses».

Segundo comunicado da UA, «o pedido de colaboração da UA na formação de técnicos especializados na área do turismo na região de Guizhou, e mais concretamente na cidade de Anshun, surge numa altura em que aquela região chinesa tem em curso um forte investimento para fomentar o fluxo do turismo internacional».

O comunicado refere ainda que Anshun, com o2,96 milhões de habitantes, e que já movimenta grande parte da sua economia graças ao turismo, quer alargar ainda mais a capacidade hoteleira e, consequentemente, o número de profissionais especializados na área. Sem uma instituição que forme profissionais para o setor do turismo, o governo local vê na UA o parceiro ideal para ultrapassar o desafio. A ligação da academia de Aveiro à Província de Guizhou conta com a articulação promovida pela Liga dos Chineses em Portugal, através do seu Presidente Y Ping Chow. A UA assinou recentemente com esta entidade um protocolo de colaboração.

Professores de Aveiro lecionam na China A Escola Internacional de Turismo de Anshun, que vai começar a ser construída de raiz, segundo Carlos Costa, «suprime a lacuna daquela cidade não ter nenhuma escola que forme profissionais naquela área».

A formação académica terá uma duração de três anos e «pretende-se que os alunos tenham disciplinas lecionadas por professores chineses e por um conjunto residente de docentes da academia de Aveiro», adianta.

Os 20 melhores alunos farão a pós-graduação em turismo em Aveiro, já preparada para receber também os finalistas da Guizhou Normal University. «Esta pós-graduação vai ser na área do Turismo e da Gestão Hoteleira e os alunos vão ter quatro meses de ensino em sala de aula e quatro meses de estágio em hotéis e restaurantes nacionais».

O estágio dos estudantes chineses no terreno vai decorrer em hotéis e restaurantes lusos, por isso, a UA «chamou para o projeto a Secretaria de Estado do Turismo e a Associação da Restauração e Similares de Portugal (AHRESP)».

A UA podia fornecer e dar o curso aos alunos chineses de forma bilateral, mas segundo Carlos Costa, «resolvemos envolver a rede de escolas de hotelaria e turismo do país que estão na alçada da Secretaria de Estado do Turismo e os estabelecimentos ligados à AHRESP para que o programa de formação possa funcionar como motor de desenvolvimento da economia do país».

A UA, aponta o responsável, «está claramente a prestar um serviço à economia nacional com o envolvimento de instituições da área da hotelaria, sejam hotéis e restaurantes, para que os estudantes levem de cá um sabor da economia nacional». Prevê a UA que «quando os estudantes chineses regressarem à China, uma das coisas que vão fazer é importarem e utilizarem produtos nacionais, sejam vinhos, azeite ou outros produtos tradicionais».

O Vice-Reitor da UA, Carlos Pascoal Neto, esteve recentemente na Província de Guizhou para assinar o acordo com a Guizhou Normal University e «aprofundar a relação com as autoridades académicas e governamentais locais», diz que a relação que agora se estabelece entre a UA e aquela região chinesa, na área do turismo, constitui «a abertura de uma primeira porta para aprofundar a colaboração com esta província, nomeadamente nas frentes académica, científica, tecnológica e económica». O responsável lembra que «o reforço da ligação à China e à Ásia em geral é, a todos os níveis, estratégica para a UA».

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