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Separador central na Avenida
2012/10/25

A Câmara de Aveiro não conseguiu apresentar um plano consensual para uma intervenção na Av. Lourenço Peixinho, como se verificou na noite desta quarta-feira, na reunião da Assembleia Municipal, após a apresentação de um projeto por uma equipa técnica, exterior à autarquia, que não conseguiu agradar as bancadas do PSD e CDS, os dois partidos qaue apoiam o Executivo.

Dos dois partidos da maioria apenas se registou uma intervenção favorável ao estudo que a Câmara encomendou, de Olinto Ravara, e outra não de apoio total, de Susana Esteves, que apenas disse ser um ”bom ponto de partida”.

Com muitas faltas na reunião, inclusive do presidente da Câmara, estiveram apenas dois vereadores, assim como se registou a ausência de elementos do CDS e do líder da bancada do PSD, o Executivo enfrentou uma reação hostil ao projeto para a avenida.

Há consenso da necessidade de intervir na avenida - «a avenida bateu no fundo» - disse o arquiteto Bruno Soares, da equipa técnica - mas não há quanto à solução a implementar.

A defesa do projeto esteve a cargo do vereador Carlos Santos, que valorizou a opção de menos automóveis na avenida, mais espaço e melhores condições para a circulação dos peões e a existência de uma afinidade com o plano municipal de mobilidade.

Acompanhou o vereador o deputado do PSD, Olinto Ravara, que considerou tratar-se de um projeto «globalmente muito interessante» que procura «responder à desertificação, ao comércio e estacionamento» acreditando que os objetivos «serão alcançados».

Disse ainda que será uma zona de «comércio a céu aberto, melhora a fluidez e é uma solução de futuro».

Mas o projecto esbarra na crise que poderá determinar a execução do projeto, com um custo estimado em 3 milhões de euros, suportado em parte, pela entrega da exploração de um parque automóvel subterrâneo, embora a equipa defenda que os próximos tempos, de
menos circulação automóvel corresponde aos objetivos do estudo.

Ivar Corceiro, do BE, disse que «a única certeza é a incerteza» e disse estar perante um estudo que «não vai ter efeito prático».

Para Suzana Esteves, do PSD é uma «boa base de trabalho» mas disse que seria de repensar a «aversão ao automóvel» e colocou em causa a participação pública na fase de elaboração do trabalho.

Carlos Barros, do CDS, disse que retirar o trânsito «é um crime» e quanto a opções de estacionamento a Câmara deveria «negociar os espaços privados» existentes. Quanto à praça que o plano aponta para junto da estátua ao Soldado Desconhecido «já temos praças sem eventos», disse.

Gonçalo Fonseca, do PS, perguntou sobre as «principais ideias na encomenda? Quando é que CM prevê iniciar a obra?, com que recursos para financiar? e porque razão a Câmara não informou a equipa de projecto das suas decisões sobre o estacionamento e o serviço público de transportes, mas não obteve respostas.

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