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Mais rápido, mais eficaz e mais barato
2012/10/04

Uma equipa de investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro (UA) acaba de desenvolver um sistema de caracterização topográfica «muito mais rápido, barato e eficaz quando comparado com o tradicional método», segundo comunicado da UA.

Este sistema integrado de alta resolução para monotorização topográfica, um projeto inédito no país, «mantém a elevada precisão do rigoroso método realizado a pé». Instalado num todo o terreno, que pode ser uma vulgar moto 4, o aparelho da UA consegue caracterizar uma média de 30 a 40 hectares por hora.

É apresentado como o ‘fórmula 1’ da monitorização topográfica, integra recetores GPS e um distanciómetro laser que permite calcular a distância entre as posições obtidas pelos recetores GPS e a superfície do terreno.

O comunicado diz para esquecer «a imagem dos levantamentos topográficos realizados a pé, metro a metro, hora a hora, a passo de caracol e com elevados custos».

O sistema está preparado essencialmente «a pensar em grandes extensões de terreno, permite ainda que todos os dados sejam recebidos numa unidade de sincronização da informação a partir da qual os dados são processados, podendo este sistema funcionar em qualquer parte do globo por quem tem de decidir».

A equipa de investigadores da UA quer que, por exemplo, «gestores das orlas costeiras ou responsáveis por obras que exijam grandes e precisos estudos de terreno tenham ao dispor informações precisas sobre o terreno onde querem agir».

Foi a pensar na monotorização da orla costeira que a equipa de investigadores do Instituto de Telecomunicações e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA desenhou e concebeu o inovador sistema. Paulo Baganha Baptista, coordenador do projeto e especialista em Ecossistemas Marinhos e Modelação, garante que a «este tipo de sistema de levantamento topográfico permite, a partir dos modelos digitais de terrenos, extrair inúmeros dados que podem ser usados de forma imediata pelos gestores de litoral».

Paulo Baganha Baptista aponta que «conhecer exatamente as variações morfológicas dos terrenos costeiros ao longo do tempo é fundamental para que se tomem decisões acertadas» na defesa, principalmente, das zonas que têm frentes urbanas expostas ao avanço do mar», considerando o «grave cenário de erosão costeira que assola diversas zonas do litoral português».

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