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Câmara sem apoio da maioria
2012/09/20

Os dois partidos, PSD e CDS, que suportam a maioria do Executivo da Câmara de Aveiro, mostraram na sessão extraordinária desta quarta-feira à noite, reservas quanto ao memorando de entendimento a celebrar entre o Município, a empresa municipal Moveaveiro e a Trandev, no sentido de ceder três linhas das oitos carreiras de autocarros àquela empresa privada.

Embora o PSD e CDS sejam críticas quanto à entrega destas linhas, votaram contra uma recomendação à Câmara no sentido de anular o memorando aprovado em reunião do Executivo. Na sessão também participou uma representação do Sindicatos dos Trabalhadores da Administração Local, contra o memorando e apresentou 3500 subscrições num abaixo assinado que circulou entre os utentes.

Votaram a favor da anulação da deliberação da Câmara o PS, PCP, BE e o líder da bancada do CDS e contra o PSD e os restantes elementos do CDS.

A Câmara alega a sobreposição de percursos onde circulam a Transdev e a Moveaveiro, e uma situação deficitária da empresa municipal para entregar três linhas à Transdev, mas este é um processo que antecede a extinção da empresa municipal. Os cidadãos terão «o mesmo serviço e mais barato» e sem custos para o município, disse o presidente da Câmara Élio Maia. Contudo, Nuno Marques Pereira, do PS, detetou vários casos em que o utente pagará mais pelo serviço prestado pela Transdev.

António Salavessa, do PCP diz que, esta opção é um sinal da «desistência da prestação do serviço público» defendendo a remunicipalização dos transportes. Também Ivar Corceiro do Bloco de Esquerda defendeu a remunicipalização da Moveaveiro e integração dos trabalhadores e Pires da Rosa do PS, disse que a lei permite o regresso do serviço à autarquia.

Há o receio da extinção da Moveveiro representar o desemprego para uma parte dos trabalhadores, cerca de 70, sendo que a remunicipalização é apontado como uma forma de evitar esse desfecho.

Mas o memorando não é um documento final, tal como foi aprovado na Câmara.Tem apenas as «condições gerais». Tal como disse Élio Maia, «estamos a ouvir para depois entrar no memorando».

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