| 2012/02/01 Numa carta «pela reponderação da construção da Ponte Pedonal no Canal Central em Aveiro», dirigida ao executivo de Aveiro, o movimento cívico Amigosd’Avenida pede a «instauração de um processo urgente de avaliação da oportunidade deste investimento e que, até à sua conclusão, seja interrompido o arranque de obras».
A carta alega a «dificuldade das finanças públicas nacionais e municipais» contrastando com «o propósito de gastar mais de 600.000 euros de fundos europeus, nacionais e municipais e aponta para uma obra «amplamente contestada».
Designadamente, «o impacto visual muito significativo, pois penaliza uma das principais ‘imagens simbólicas’ da cidade» e a indução da transferência das actividades de animação nocturna do Rossio e Praça do Peixe para o bairro do Alboi, «contribuindo fortemente para a degradação do carácter e vivência que este hoje possui».
Há ainda razões de planeamento, trânsito, circulação de pessoas e «não representa um benefício de poupança de tempo entre margens mínimo relevante, pois não ultrapassa 1 ou 2 minutos». Destacam ainda o facto de penalizar «as deslocações das pessoas com necessidades especiais de mobilidade (do lado do Rossio), tendo em conta que a deslocação mais frequente é proveniente das Pontes».
A carta diz que a obra carece de debate público, «é contestada por vários sectores da cidade», uma petição contra a ponte conta com quase 800 subscritores, uma página no Facebook é seguida por mais de 400 pessoas; publicação de artigos na imprensa euma mailing-list com mais de 300 participantes.
Tem ainda em conta o «pesado resgate financeiro internacional», os «cortes significativos nos investimentos», impactos «negativos assinaláveis», os custos com manutenção e «investimentos complementares em áreas adjacentes (Rossio e Rua dos Galitos)».
Trata-se de um projecto que «contraria os princípios e filosofia do programa que o financia, nomeadamente no que concerne à participação dos cidadãos e disponibilização de informação» e a autarquia «tem mostrado enorme dificuldade em assegurar resposta a outras necessidades prementes da cidade, tendo em conta a sua débil situação financeira». |