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Reitor critica «contratos interrompidos»
2011/12/17

Uma das respostas à pergunta «como a rede de ensino superior pode e deve ajudar melhor o país?», o reitor Manuel Assunção disse esta quinta-feira no discurso da sessão comemorativa do 38.º aniversário da Universidade de Aveiro, com o Primeiro-ministro, Pedcro Passos Coelho, presente, que será «aprofundando a questão do estatuto fundacional de que esta universidade foi pioneira e relativamente ao qual foram interrompidos contratos e rasgadas expectativas, sem sequer haver uma primeira avaliação da experiência».

Numa sessão na qual participou o Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, o Reitor disse que a Universidade «exporta serviços de Ensino Superior para qualificação de outros sistemas ou de cidadãos de países terceiros, como vem sendo feito, de modo intenso, com Timor Lorosa'e e Cabo Verde». Adiantou que a Universidade pode «fazer certamente mais, em maior escala, em particular e entre outros, com o Brasil e Macau e República Popular da China, com Moçambique e Angola se isso for visto pela tutela como importante e forem criadas condições políticas e operacionais que potenciem, por exemplo, a atracção sustentada de estudantes e investigadores estrangeiros».

O Reitor diz não julgar ser possível «que as taxas desejáveis de crescimento da economia, face à conjuntura de
médio prazo e ao valor acrescentado de serviços e produtos que
elas pressupõem, se possam atingir sem implicar, de uma maneira muito forte, as universidades e os diplomados com formação avançada que elas produzem».

Neste sentido, afirmou que é «com muita expectativa que
esperamos pelo anúncio, próximo, da agenda e das políticas
governamentais em matéria de inovação, empreendedorismo e
competitividade; para entender, melhor, o papel que nos está
atribuído no processo e as ferramentas disponíveis para o
operacionalizar».

O Reitor também espera por «definições e directrizes claras relativamente à política de investigação a vigorar e ao modo como poderemos contribuir mais e melhor, nomeadamente, para grandes desafios que se nos deparam enquanto sociedade, como sejam o da saúde e o das energias limpas»

Também preocupado com a saída de especialistas para o estrangeiros diz também esperar por dinâmicas para estancar a «saída de investigadores, como é o caso dos abrangidos pelos contratos-programa com os Laboratórios Associados ou pelo programa Ciência e que asseguram uma parte significativa da produção científica das Universidades Portuguesas; muitos deles desejados pelos melhores centros de investigação mundiais; na sua generalidade cruciais também na transferência de tecnologia e na valorização económica do conhecimento».

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