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Novo diagnóstico do cancro do pulmão
2011/06/20

Uma equipa multidisciplinar de bioquímicos, espectroscopistas, médicos e patologistas da Universidade de Aveiro e da Faculdade de Medicina e Hospitais da Universidade de Coimbra está a trabalhar na concepção de um novo método diagnóstico do cancro do pulmão, que possibilite a detecção precoce da doença, através de uma simples análise à urina e ao plasma sanguíneo.

É o carcinoma mais mortífero e só em Portugal aparecem todos os anos mais de 3 mil novos casos. O cancro do pulmão raramente apresenta sintomas numa fase inicial, não é objecto de rastreio e na maior parte dos casos é diagnosticado tardiamente.

Esta investigação recebeu, recentemente, o apoio da Liga Portuguesa contra o Cancro, com a atribuição de uma bolsa no valor de 5 mil euros, e já foi objecto de publicação no «Journal of Proteome Research» e no Jornal Oficial da Sociedade Europeia de Patologia «Virchows Archiv».

Segundo comunicado da UA, «o trabalho realizado ao longo dos últimos três anos deixa evidenciar diferenças notórias entre o tecido maligno e o tecido normal. De acordo com a investigadora, esta conclusão vem confirmar que os tumores apresentam um metabolismo alterado detectável por RMN e que essas alterações dependem do tipo histológico do tumor. Aprofundar a relação entre o perfil metabólico e os diferentes aspectos histopatológicos, bem como caracterizar em detalhe os diversos tipos de tumores do ponto de vista bioquímico são, pois, objectivos da equipa.

«Para além de encontrar marcadores nos tecidos que se possam relacionar com a malignidade, o tipo histológico e outras características morfológicas, queremos perceber se o impacto do tumor sólido no organismo é suficiente para detectar alterações metabólicas nos biofluídos. Seria excelente termos à disposição uma sonda da patologia tão acessível como são os biofluídos, já que a recolha destes é minimamente invasiva».

Segundo o comunicado, «os resultados já obtidos permitiram construir modelos de classificação que diferenciam indivíduos saudáveis dos doentes, com base nos perfis metabólicos de urina e plasma sanguíneo. A investigadora assegura que esta informação denuncia potencial de diagnóstico neste método e aponta para novos desafios que se prendem com a detecção precoce. «Um dos passos seguintes é estudar o metaboloma de fumadores crónicos e ver até que ponto conseguimos correlacioná-lo com lesões pré-neoplásicas, ou seja, com a doença numa fase muito inicial».

Uma outra vertente do trabalho, iniciada recentemente, consiste em analisar biofluidos de doentes em estado mais avançado, não cirúrgico, ao longo dos ciclos de quimioterapia. «A ideia aqui é detectar variações na composição do sangue e da urina que reflictam o grau de progressão ou de remissão do tumor e/ou o estado fisiológico global do doente. Com isto, pretendemos desenvolver métodos rápidos e sensíveis para avaliar a resposta à quimioterapia e assim ter mais dados para a ajustar eficazmente a cada doente».

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