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Pelas profundezas de mares nunca antes explorados
2011/01/13

Um grupo de investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e dos departamentos de Biologia e de Física da Universidade de Aveiro associou-se a 39 parceiros europeus «para explorar a vastidão dos oceanos profundos e conhecer os ecossistemas das profundezas marítimas», segundo comunicado da UA.

A UA é responsável pelos estudos da biodiversidade dos desfiladeiros submarinos da margem oeste (Nazaré, Setúbal e Cascais) e dos vulcões de lama e recifes de coral do Golfo de Cádis, «importantes locais de biodiversidade potencialmente afectados por actividades humanas».

O trabalho iniciado no Hermes e desenvolvido no Hermione «já permitiu à UA a descrição de cerca de 30 novas espécies e ainda restam por descrever cerca de 15 por cento das espécies recolhidas». O grupo da UA pretende modelar alguns aspectos da conectividade de habitats profundos, utilizando, para tal, modelos oceanográficos.

Trata-se de explorar o mar a 6.500 metros de profundidade, onde há «desfiladeiros e montanhas submarinas, fontes hidrotermais, vulcões de lama e recifes de coral que servem de habitat a um número infindável de organismos», ecossistemas situados em locais críticos das margens profundas da Europa, designadamente o Ártico, o Atlântico Norte e o Mediterrâneo, cobrindo uma distância de mais de 15 mil Km.

Os cientistas querem perceber melhor o impacte do Homem e das alterações climáticas sobre esses ecossistemas, «através do estudo dos ecossistemas das margens profundas da Europa, a sua distribuição, biodiversidade e funcionamento» no âmbito do projecto Hermione (Hotspot Ecosystem Research and Man´s Impact On European Seas,c om financiamento do 7º Programa Quadro da Comissão Europeia e até 2012

Além de envolver especialistas em Biologia, Ecologia, Biodiversidade, Oceanografia, Geologia, Sedimentologia, Geofísica e Bioquímica, o projecto é inovador «na ligação que estabelece com o campo da política e da economia do mar», afirmou Marina Cunha, coordenadora do grupo de investigação da UA.

Os estudos têm uma maior incidência sobre a conectividade dos habitats e a compreensão dos impactes provocados pelas alterações climáticas e pelo Homem tem como objectivo último «fornecer aos decisores políticos o conhecimento científico necessário para apoiar a governação sustentada dos nossos mares e a conservação desses ecossistemas».

Pretende-se delinear e implementar estratégias efectivas de governação e planos de gestão para proteger as profundezas marítimas, compreender a extensão, os dinamismos naturais e a interconectividade dos ecossistemas oceânicos, e integrar a investigação científica nas questões socioeconómicas.

Segundo a investigadora, estes ecossistemas estão a ser afectados pelas alterações climáticas e sofrem o impacte do Homem através da pesca abusiva, da extracção de recursos e da poluição. Uma das características mais interessantes do Hermione é a vertente de outreach: há um grande esforço para que a informação científica recolhida seja transmitida de um modo cativante à sociedade, mesmo aos grupos etários mais jovens».

Saber mais sobre este projecto aqui

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