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Descobertas duas novas espécies das cavernas
2010/12/22

Sofia Reboleira, doutoranda no Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, anunciou a descoberta de duas novas espécies cavernícolas - um pseudo-escorpião e um escaravelho - nas grutas do Algarve e de Montejunto.

O comunicado difundido esta terça-feira refere que «as relíquias foram encontradas durante o trabalho de campo realizado no âmbito do seu Doutoramento em Biologia, orientado pelo Prof. Fernando Gonçalves, que tem como tema ‘Gestão e conservação de fauna subterrânea em zonas cársicas’.

Bióloga e espeleóloga, e dedicando a sua investigação ao estudo da Biologia Subterrânea, já descobriu e descreveu para a Ciência várias espécies novas de animais adaptados, exclusivamente, à vida no meio subterrâneo. É presidente do conselho coordenador do NEUA, membro da Sociedade Internacional de Bioespeleologia e representante de Portugal na Comissão Europeia de Protecção de Cavidades da Federação Europeia de Espeleologia, da qual já foi secretária.

Tem vindo a participar em expedições espeleológicas em diferentes partes do mundo, de entre as quais se salienta a gruta mais profunda do mundo, situada no Cáucaso ocidental. Colabora também em vários projectos de investigação internacionais na área da fauna subterrânea.

Actualmente, é bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia na Universidade de Aveiro e na Universidad de La Laguna, Espanha. A National Geographic Magazine já dedicou ao seu trabalho páginas em duas edições. Em 2008 foi-lhe atribuído um prémio de mérito pela Federação Portuguesa de Espeleologia pelo seu trabalho científico em prol do inter-associativismo.

O pseudo-escorpião e o novo escaravelho «O pseudo-escorpião chamado Titanobochica magna «é um dos maiores pseudo-escorpiões do mundo, tem uma aparência espectacular, de grandes dimensões e com adaptações extremas à vida nas grutas».

Esta nova espécie pertence à família Bochicidae, cujos representantes são quase todos cavernícolas, e é considerada uma relíquia, sendo o segundo representante desta família na Europa. «A sua descoberta enfatiza a relevância da Península Ibérica como refúgio de uma fauna antiga de artrópodes», revela a doutoranda da UA.

O novo escaravelho cavernícola, chamado Trechus tatai, pertence à família Carabidae e vive nas grutas de Montejunto. Esta descoberta eleva para quatro o número de espécies de escaravelhos cavernícolas já encontradas pela investigadora nas grutas cársicas nacionais; um trabalho que vem responder a algumas questões levantadas no seu Mestrado em Ecologia, Biodiversidade e Gestão de Ecossistemas.

Estes seres vivos, denominados troglóbias, «são animais adaptados à vida no meio subterrâneo, que exigem adaptações morfo-fisiológicas como a ausência da cor e a redução ou inexistência de estruturas oculares e que desenvolvem todo o seu ciclo de vida no interior de cavidades» conclui Sofia Reboleira».

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