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Reitor não segue moda de «fazer mais com menos»
2010/12/15

«Está em voga dizer que é preciso fazer mais com menos: não gosto da expressão, há um limite para tudo! Prefiro apelar ao aumento da eficiência que inevitavelmente acontecerá se formos mais inteligentes», disse o Reitor, Manuel Assunção, na cerimónia do 37º aniversário da Universidade de Aveiro.

Para o Reitor a saída está noutro tipo de atitude. «Alterando o que está mal pensado, permitindo a libertação de recursos – em particular recursos humanos – com consequente reafectação, canalizando-os para os domínios onde hoje se colocam as maiores oportunidades das instituições do Ensino Superior e onde, portanto, residem as chaves para a sua acrescida sustentabilidade».

Mas o Reitor sabe 2011 será mais difícil. O «ano que vem exigirá um esforço especial de motivação que só pode acontecer se se perceberem as razões por que se faz, o rigor posto no que se faz e a ética com que se faz». A «conjuntura actual» e os «previsíveis constrangimentos financeiros daí resultantes», os «tempos de imprevisibilidade aumentada dentro de um tempo, felizmente, de abertura ao mundo exterior e de alargamento da missão universitária», são preocupações de Manuel Assunção.

Mas também falou em aspectos positivos. «Será o próximo ano, também, marcado pelo sucesso havido nas nossas candidaturas a infra-estruturas científicas e tecnológicas, isto é, equipamentos e espaços para investigação. São resultados que não deixarão de contribuir, igualmente, para marcar a diferença na prossecução da estratégia traçada para os vários vectores da missão da Universidade». Mas o sucesso de que falou «deve ser gerido com a cautela e a temporização necessárias: de modo a não pôr em causa investimentos em anos subsequentes, garantindo um progresso equilibrado da UA e o reforço da coesão institucional».

Os alunos O reitor quer «mais estudantes que correspondam, a uma expansão do acesso à Universidade, à vinda de novos públicos, com diversas razões para nos frequentarem; que se traduzam numa presença estrangeira no Campus muito mais forte, que representem uma maior proporção de ensino pós-graduado».

Deseja ainda «melhores alunos, mais primeiras escolhas, mais alunos que vêm para cá atraídos pela especificidade da nossa oferta, da nossa cultura, do nosso projecto».

Sobre as novas regras para a atribuição de benefícios sociais aos estudantes, disse que «ainda cedo para fazer um balanço aprofundado, sendo já certo que um número significativo, relativamente aos anos anteriores, ficará fora do sistema de bolsas».

A UA acompanha a situação «de muito perto com as Associações de Estudantes e com os Serviços de Acção Social, tendo sido dadas, a estes últimos, instruções para analisar, caso a caso, as consequências da nova situação. Seremos, na medida do possível, fiéis à nossa tradição de apoio social e à nossa determinação de que nenhum estudante deixe de cursar a UA por razões de natureza financeira».

No discurso, disse que a opção da UA será de «melhores cursos» e não mais cursos, cooperação com a sociedade, municípios, associações e empresas.

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