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Universidade faz o rádio do futuro
2010/11/22

Uma equipa da Universidade de Aveiro está a desenvolver uma nova tecnologia «que se poderá designar como o rádio inteligente, ou o rádio do futuro», que «reside na capacidade do novo aparelho captar uma maior gama de frequências, de as poder captar simultaneamente e de, também ao mesmo tempo, delas fazer uso diferenciado: poder transmitir rádio, televisão, telemóvel, etc.»

O comunicado difundido esta segunda-feira refere que as ondas de rádio «transmitem informação através do espaço, como por exemplo a televisão, os telemóveis, o rádio FM, os walkie talkies, e todas estas são exemplos de ondas electromagnéticas, mas de diferentes frequências. Actualmente, os aparelhos são concebidos para captar e fazer uso de um leque restrito destas frequências».

Trata-se de conceber um aparelho que, «potencialmente, pode operar com diversas funcionalidades, em vez de se adquirir um aparelho para cada função», sendo que o tipo de uso da frequência captada – «transmissão de rádio, de televisão ou de telemóvel, por exemplo – dependerá do software instalado.

O primeiro sinal de reconhecimento foi a conquista do Prémio PLUG 2010, atribuído pela Associação dos Operadores de Telecomunicações (APRITEL).

É uma tecnologia que procura «conceber um equipamento que possa utilizar um leque mais alargado de normas a diferentes frequências e que não seja pré-concebido para utilizar um espectro tão estreito como acontece actualmente com os rádios, as televisões, os telemóveis e outros aparelhos de comunicação».

Equipa de investigadores liderada por Nuno Borges de Carvalho – inspirados na «capacidade auditiva dos mamíferos»

- José Neto Vieira, especialista em processamento de sinal para áudio
- Arnaldo Oliveira, perito em hardware reconfigurável

Estes professores da UA e investigadores no Instituto de Telecomunicações (IT) e no Instituto de Engenharia Electrónica e Telemática (IEETA), «inspiraram-se na capacidade auditiva dos mamíferos que conseguem ouvir múltiplas frequências em simultâneo, separando-as através da cóclea. A tecnologia terá de ser capaz de separar as frequências e de as transformar em sinais digitais».

- Nelson Silva, Daniel Albuquerque e Pedro Miguel Cruz - Alunos de Doutoramento

«Está em fase de protótipo – e ainda em evolução -, a nova tecnologia traduzir-se-á numa redução significativa no custos e em ganhos de eficiência no uso do espectro de frequências. Segundo o coordenador desta equipa multidisciplinar, dentro de 5 a 10 anos deverão surgir no mercado aparelhos capazes de fazer um uso mais simples deste conceito, procurando espaços não utilizadas no amplo espectro de frequências. Hoje, os operadores reservam um conjunto de frequências que, muitas vezes, não usam, tal como se num restaurante um conjunto de lugares estivesse permanentemente reservado para clientes que raramente aparecem».

INFO Prémio PLUG
O projecto vencedor do Prémio PLUG, designado “Rádios Cognitivos”, tem como base um projecto aprovado, pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, com a designação “Transceptores Adaptáveis para Comunicações Cognitivas Sem-fios (TACCS)”, e que deu origem já a diversos artigos publicados em revistas científicas. A equipa de investigadores da Universidade de Aveiro inclui ainda os alunos de Doutoramento Nelson Silva, Daniel Albuquerque e Pedro Miguel Cruz.

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