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Bloco relata situação do Teatro ao Ministério
2010/11/05

Os deputados na Assembleia da República do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares e Catarina Martins dirigiram quatro perguntas ao Ministério da Cultura, de uma forma geral sobre o que designam de «atropelos de gestão no Teatro Aveirense» e os deputados municipais do partido «solicitarão por escrito o relatório de contas de 2009 e do primeiro semestre de 2010 do TA, assim como os contratos programa CMA-TA e o organograma do Teatro».

Segundo a vereadora do Pelouro da Cultura, Maria da Luz Nolasco, o Teatro recebeu esta semana, «representantes do Ministério da Cultura, que, como é hábito, tomando contacto directo com a nossa realidade, se informaram da actividade do Teatro Aveirense exercendo em pleno a sua Tutela».

Enquanto assiste à «desresponsabilização da Câmara Municipal» o BE denuncia que a autarquia «ainda só transferiu 80 mil euros dos 450 mil dos pagamentos relativos a 2009, o Teatro tem pago salários com fundos do QREN e do Ministério da Cultura especificamente concedidos para financiamento de programação. A autarquia apenas financia funcionamento, mas nem essa obrigação tem vindo a cumprir e calcula-se que neste momento as dívidas do Teatro Aveirense ascendam a 700 mil euros, incluindo a artistas e fornecedores diversos, locais e nacionais».

Há ainda, segundo os bloquistas, «aquisições injustificadas, obras de arte danificadas e contratações absurdas».

As perguntas referem-se à abordagem da tutela sobre a situação do Teatro, o tratamento da colecção de arte contemporânea emprestada à autarquia e sobre a normalidade do teatro não ter projecto e programação «para 2011».

Maria da Luz Nolasco respondeu em comunicado que ao Conselho de Administração do Teatro, a que preside, «não foi colocada qualquer questão sobre os aludidos problemas do Teatro Aveirense» acrescentando que «todas as perguntas colocadas ao Ministério da Cultura se suportam em fonte desconhecida, em relatos anónimos, revelando um desconhecimento perigoso e injurioso da realidade».

O Bloco de Esquerda poderia «informar-se junto da Câmara Municipal de Aveiro ou do Teatro Aveirense», sugere a vereadora. Porque, «se o tivesse feito, não teria referido, por exemplo, que o Conselho de Administração usou fundos do QREN e do Ministério da Cultura para financiar salários e programação, sendo que os fundos do QREN ainda nem sequer deram entrada nos cofres municipais. Aguardamos, de igual modo, até ao momento a transferência de verbas do Ministério da Cultura, no valor de 75 mil euros».

A vereadora alega «dificuldades financeiras que o país atravessa» - para justificar a situação financeira difícil - com «sérios reflexos na gestão autárquica, constrangendo a gestão cultural». Mas concorda que a crise financeira «não desculpa a falta de visão e muito menos a ausência de coragem que é preciso assumir em momentos de crise como a que vivemos». O director artístico do Teatro, Pedro Jordão, eapresentou recentemente a demissão do cargo.

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