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Projecto antecipa e detecta doenças
2010/10/23

O projecto FishCare pretende desenvolver e adaptar ferramentas moleculares que permitam a antecipação e detecção de doenças que afectam as diferentes espécies de peixes marinhos produzidos em aquacultura intensiva e semi-intensiva e validar metodologias moleculares fiáveis para a rastreabilidade dos produtos aquícolas nacionais, de modo a permitir a criação de certificação de origem (ex. dourada e robalo da Ria de Aveiro).

O Fishcare, desenvolvido por investigadores do CESAM e do Departamento de Biologia da UA foi um dos cinco projectos vencedores do Concurso Nacional de Inovação BES, distinguido na categoria «Economia Oceânica».

A cerimónia de entrega dos prémios do Concurso Nacional de Inovação BES realiza-se esta segunda-feira, 25 de Outubro, às 11:00h, no BES Arte & Finança, e será presidida pelo Presidente da República.

Coordenado pelos investigadores do CESAM e do Departamento de Biologia da UA, Ricardo Calado e Newton Gomes, o FishCare conta com a colaboração de empresas e associações ligadas à aquacultura e/ou sector marisqueiro em actividade na Ria de Aveiro que beneficiarão «em primeira-mão dos desenvolvimentos alcançados na padronização das metodologias moleculares propostas, nomeadamente através do seu envolvimento nos projectos do Programa Operacional das Pescas (PROMAR) integrado no Fundo Europeu das Pescas (FEP) – AquaSafe e Rastremar. Esta parceria permitirá testar a adequabilidade das técnicas desenvolvidas em cenários reais do tecido produtivo».

A atribuição deste prémio irá permitir, de acordo com os seus promotores, «consolidar o plano de negócios, salvaguardar a propriedade intelectual associada às tecnologias propostas, assim como adquirir algum equipamento básico essencial para a implementação de uma empresa de base tecnológica».

O projecto FotOrg (Fotovoltaicos Orgânicos de baixo custo) foi outro dos projectos vencedores do Concurso Nacional de Inovação BES, este distinguido na categoria «Clean Tech». Foi desenvolvido através de uma parceria que envolve investigadores do Departamento de Física da Universidade de Aveiro (Pólo do i3N – Instituto de Nanoestruturas, Nanomodulação e Nanofabricação), o CeNTI e a empresa Nanolayer Technologies,

Visa o fabrico de células solares de materiais orgânicos (fotovoltaicos de 3.ª geração) a baixo custo, prevendo-se que estas células extremamente finas (espessura inferior a 1 mm) e altamente flexíveis em suportes de plástico possam apresentar um custo estimado em 1/6 dos actuais painéis de silício por Watt de energia produzido apesar de terem apenas cerca de 1/4 de eficiência útil.

INFO UA Os fotovoltaicos de 3.ª geração têm a enorme vantagem de poderem ser fabricados de forma completamente flexível, mantendo a sua eficiência inalterada sob grandes torsões mecânicas, resultados que são absolutamente inigualáveis por qualquer outro tipo de fotovoltaico actualmente conhecido.

Estes materiais têm vindo, por isso, a adquirir bastante relevância e a suscitar muito interesse tanto por parte da investigação como da indústria, principalmente porque possibilitam a produção de células solares com grandes dimensões a baixo custo, conseguida através de processos de fabrico como o inkjet printing, o roll-to-roll ou doctor blading, em que são usadas baixas temperaturas. Acrescem a estas características o seu custo reduzido, a flexibilidade, a semi-transparência, a pouca espessura e leveza, a resistência e a produção de energia limpa para aplicações interiores e exteriores.

Devido a estas características, as células solares orgânicas podem aplicar-se nas mais diversas áreas, nomeadamente na área da arquitectura (edifícios e geometrias 3D on e off grid) e no campo dos gadgets / wearables (vestuário, equipamentos electrónicos, moda artística e decorativa, etc.).

De acordo com Luiz Pereira, investigador do Departamento de Física da UA, «estas células solares são ideais para aplicações low cost / large area, representando, por isso, uma mais-valia tecnológica de enorme importância para o tecido empresarial nacional. Existem gadgets onde só (repito só!) este tipo de fotovoltaicos podem dar resposta em termos de geração de energia para múltiplas aplicações, entre as quais o vestuário, adereços (mochilas, chapéus, …) e dispositivos electrónicos (leitores mp3, telemóveis, …)».

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