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Revolta na Coligação em Aveiro
2010/10/07

A bancada do CDS-PP na Assembleia Municipal de Aveiro e uma vereadora do mesmo partido revoltaram-se na reunião da noite desta quarta-feira contra a decisão do presidente da Câmara e das direcções dos partidos da coligação, PSD e CDS-PP, que resultou na perda do pelouro das Obras Particulares que mudou de Miguel Fernandes (PP) para o social-democrata Carlos Santos.

O grupo parlamentar do CDS-PP diz que se sente «lesado por ter perdido um pelouro de grande importância para o desenvolvimento da cidade» a decisão tomada «fragiliza o espírito de equipa desta Câmara e faz transparecer aos aveirenses um sentimento de insegurança e instabilidade interna, quando na verdade possuímos uma maioria absoluta que conquistámos».

Segundo uma declaração lida em nome do grupo parlamentar, a perda do pelouro aconteceu «sem referência a qualquer espécie de fundamentação», «cria ainda uma desproporção de atribuições e responsabilidades no seio do Executivo que foi eleito pela coligação partidária ‘Juntos por Aveiro’, que consideramos injustificada e manifestamente injusta».

Miguel Fernandes não se pronunciou mas a vereadora, também do CDS-PP, Maria da Luz Nolasco, embora mantenha os pelouros, colocou-se ao lado do vereador: «Partilho de algum sentimento menos confortável da parte de Miguel Fernandes», disse.

Depois de ouvir a vereadora, Élio Maia levantou-se mas depois regressou ao lugar para dizer que foi «tudo foi conversado, acertado e aprofundado com as comissões políticas dos partidos».

A direcção concelhia e os eleitos, vereador e bancada do partido na Assembleia não estão completamente sintonizados. Jorge Greno venceu as eleições para a presidência da Comissão Política Concelhia de Aveiro do CDS-PP, derrotando por um voto a candidatura d e Miguel Fernandes.

O socialista Raul Martins atribuiu a retirada do pelouro das finanças a Ana Vitória à atitude da vereadora da Câmara de Aveiro no pagamento das dívidas aos credores da autarquia. «Há credores que são mais credores do que outros, se calhar quis agir eticamente quanto aos pagamentos e saiu-lhe caro», disse Raul Martins.

Da mesma bancada, Gonçalo Fonseca afirmou que era reconhecida a «divergência» de Ana Vitória, «não concordava com a estratégia de saneamento financeiro». Para o socialista, «sempre que um vereador toma posição em favor dos aveirenses» mas contrária à maioria «tem de se despedir ou silenciar».

Neste caso, o pelouro das finanças passou para o vereador Pedro Ferreira.

Quanto ao vereador Miguel Fernandes, os socialistas disseram que a retirada do pelouro das obras particulares se deveu ao facto de anunciar a demolição de parte de um prédio embargado. «A partir do momento em que se meteu em certas coisas ficou condenado», disse Raul Martins. Nenhum destas declarações, na reunião anterior da Asembleia, teve um comentário da maioria.

Para Pires da Rosa, do PS só há uma de três possibilidades de saída. Ou a coligação «estoira», os vereadores perdem a confiança ou segundo o socialista, colocando-se no lugar dos vereadores, Miguel Fernandes e Ana Vitória, do PSD, que perdeu o pelouro das Finança, disse que «sabia o que tinha a fazer…».

Manuel Coimbra do PSD, disse que os socialistas «querem à força por os vereadores contra o presidente» e lembrou na última governação do PS, os «vereadores eram demitidos».

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