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Município formaliza adesão ao parque da ciência
2010/07/15

A Assembleia Municipal de Aveiro aprovou esta quarta-feira à noite a adesão do município de Aveiro à sociedade PCI- PARQUE DA CIÊNCIA E INOVAÇÃO, S.A., os estatutos e a redacção do Acordo Parassocial, registando-se apenas os votos na abstenção dos dois elementos do Bloco de Esquerda. O bloquista Ivar Corceiro disse que «não há garantia que o dinheiro público investido tenha retorno público», embora tenha referido que se trate de uma «mais-valia para a região».

Mas, as restantes bancadas, PSD, PP, PS e PCP, votaram a favor da participação camarária, que subscreve 2, 5 por cento (1.875 acções), -187.500 euros do capital social de um total de 7,5 milhões de euros.

O parque cujo início de construção será em 2011 e com entrada em funcionamento no ano seguinte, terá um investimento de 35 milhões de euros sendo a comparticipação FEDER de 15.514.767 euros. O socialista Raul Martins apontou para idêntico investimento em equipamento.

O parque terá competências no sector energético, TIC, Agro-industrial, Mar e Materiais e irá intervir nas áreas da Investigação & Desenvolvimento, experimentação e domínio empresarial, possibilitando a criação de 250 novas empresas e criação de 5 mil empregos, segundo o vereador Pedro Ferreira que valoriza a «importância estratégica para o desenvolvimento económico».

Com sede em Ílhavo, no Campus da Universidade, os parceiros são a Universidade de Aveiro, a CIRA - Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (11 municípios), PORTUSPARK, INOVARIA, AIDA, ANJE, APA,I-M, S.A.,Grupo Visabeir, PT Inovação, DURIT, Exporlux Iluminação, Ramalhos, Rosas Construtores, Civilria e CGD.

O accionista Universidade de Aveiro assumirá a presidência do Conselho
de Administração e a maior área ocupada pelo parque será no município de Ílhavo, daí também a maior participação, em 5 por cento, no capital social, comparando com a de Aveiro.

Questionado por Gonçalo Fonseca, e por Raul Martins, do PS, que se referiu a uma «participação tímida» da Câmara, o vereador Pedro Ferreira justificou com a maior área ocupada pelo parque naquele concelho vizinho de Aveiro, o que equivale a maiores custos, nomeadamente, infra-estrutruras.

Mas Nuno Marques Pereira, do PS, disse que ficando o parque virado para Ílhavo, será onde se verificará o «maior desenvolvimento, não sei se teria merecido outra análise».

Outra questão deste investimento prende-se com a criação de novas empresa e Raul Martins lembrou a atenção que deve ser feita na disponibilização de parques empresariais para as fixar. «Nisto pouco se tem feito», disse. Mas Pedro Ferreira apontou para os 8 milhões de investimento previsto para novas zonas industriais além do plano de construção de um hotel junto à Universidade e restauração.

Acessibilidades
A mobilidade é reduzida, disse o social-democrata Manuel Coimbra, dizendo que o projecto «está a pedir outra acessibilidade», lembrando a necessidade da concretização da via panorâmica Aveiro-ìlhavo. O socialista Pires da Rosa disse que a aquela via «não serve para isso», Pedro Ferreira referiu-se a um «outro tipo de modelo de acessibilidades» para o parque e Ernesto Barros, do PP, sugeriu a utilização de «veículos eléctrico robotizados»

Mas Manuel Coimbra insistiu: Não se justifica que para uma distância de 200 metros se tenha de dar uma grande volta».

Objectivos - Segundo os estatutos, «a sociedade tem por objecto a instalação, o desenvolvimento, a promoção e a gestão de um Parque de Ciência e Tecnologia bem como a prestação dos serviços de apoio necessários à sua actividade, que contribuam para a produção e investigação científica, tecnológica e educativa, como promotor estratégico e operacional da inovação e do empreendedorismo».

Para atingir estes objectivos, o Parque «promoverá o acolhimento de
empresas de alta intensidade tecnológica, unidades de investigação de empresas, incubadoras de empresas, organismos de investigação, desenvolvimento e inovação e entidades de formação avançada e similares que, através da consolidação e potenciação das consequentes sinergias, estimulem o desenvolvimento sócio-económico da região e do país».

São também objectivos o «desenvolvimento para a Região de Aveiro (NUT III do Baixo Vouga) e de novas iniciativas para o aprofundamento de estratégias territoriais de desenvolvimento baseadas no conhecimento e inovação; Ser um importante instrumento no fomento da valorização e qualificação de recursos humanos e do bem-estar económico, social e ambiental da Comunidade Regional; Reforçar a cultura de empreendedorismo da Região e de dar um contributo decisivo para a consolidação de empreendedorismo de base tecnológica, aprofundando a relação entre as Empresas, a Universidade e as Autarquias; Permitir atrair/fixar recursos humanos qualificados,
especialmente os jovens, contribuindo assim para a sustentação das dinâmicas de criatividade e inovação e reforçando a procura e valorização dos recursos endógenos e dos bens naturais, patrimoniais e culturais da Região.»

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