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Debate Parte a Coligação PSD/PP
2010/07/13

A coligação PSD/PP que tem a maioria do Executivo da Câmara de Aveiro voltou a partir-se esta segunda-feira à noite, durante a Assembleia Municipal com o PP a votar na abstenção, ao contrário do PSD que votou contra uma proposta de recomendação do PS que sugeriu “suspender de imediato os procedimentos com vista à implementação do projecto de requalificação urbana do Largo do Alboi e consequentes alterações do tráfego rodoviário na zona”.

Os dois vereadores do PP no Executivo já tinham votado na abstenção, situação que se manteve com a votação da bancada daquele partido na Assembleia Municipal. Na Assembleia, Ernesto Barros defendeu uma «nova proposta de reorganização do trânsito para evitar o fluxo de tráfego denttro do bairro».

A proposta do PS foi uma das cinco propostas votadas, todas rejeitadas pela força dos votos da maioria, apresentadas pelo PS, PCP e Bloco de Esquerda, que sugeriam a mudança de rumo da Câmara na concretização do Parque da Sustentabilidade, um plano de intervenção urbana com um orçamento de 14 milhões de euros apoiado em 80 por cento pelo QREN, para a implementação de vários projectos desde o Canal Central até à Rua das Pombas.

A maioria rejeitou não só a suspensão da intervenção no bairro do Alboi, que prevê a construção de uma estrada no meio do jardim, assim como a paragem do processo de construção da ponte pedonal sobre o Canal Central e da ponte pedonal de ligação entre a Baixa de Santo António e o Parque Infante D. Pedro.

A bancada do PSD votou contra todas as propostas, o PP absteve-se na proposta do PS sobre o Alboi e os partidos da esquerda votaram sempre a favor.

As propostas foram votadas durante o debate sobre a petição que reuniu 400 assinaturas, promovida pelo movimento cívico Amigosd’Avenida que pretende uma «ponderação de sugestões e alternativas à soluções técnicas mais controversas». Quanto a dois projectos em concreto, o movimento diz que «existem sérias dúvidas que o Projecto da Via do Jardim do Alboi e a Ponte Pedonal do Rossio respeitem a filosofia da candidatura e dos princípios de planeamento que lhe estão subjacentes».

Entretanto, as candidaturas destes e outros projectos já foram apresentadas na data limite definida, até 31 de Maio último.

Antes da votação do PP que embora se abstendo na votação da proposta sobre o Alboi viabilizou a reprovação da sugestão do PS, o líder da bancada do PSD, Manuel Coimbra parecia dar um sinal de que a bancada votaria de forma diferente a que acabou por demonstrar. Se a dado momento disse que a estrada no meio do jardim é uma intervenção que «não se percebe» disse a seguir que aquele atravessamento «não vai desenquadrar o bairro, vai qualificar».
Também tinha dito que «há questões preocupantes que devem merecer preocupação»

E foi nesta diferença que se baseou o teor da declaração de voto do PS. O líder da bancada socialista, Gonçalo Fonseca, disse o PSD «só disse e não fez nada».

O vereador Pedro Ferreira, do PSD, defendeu a construçaõ da estrada no meio do jardim porque «é melhor andar a direito do que às voltas, é melhor os carros andarem mais longe das casas», além de garantir mais 60 por cento de área verde e 100 por cento de área pedonal.

A proposta do Bloco de Esquerda sugeria não só a eliminação da via do atravessamento do jardim como a não execução da ponte pedonal sobre o Canal Central.

Mas a Câmara parece manter uma porta aberta à pretensão de não se fazer a estrada pelo meio do jardim ou pelo menso, contrui-la e depois encerrá-la. O presidente da autarquia, Élio Maia, fez uma declaração algo enigmática dizendo que o PdS «não é imutável». Questioando pelos jornalistas no final dos trabalhos escusou-se a acrescentar algo ao que já tinha dito durante a a sua intervenção na Assembleia. No caso particular do Alboi, disse que será de apenas um sentido, com três metros, elevada, pedonizada, com prioridade para os peões. E se o desejo for que não passem caros, serão colocados pilaretes.

Sobre a ponte pedonal sobre o Canal Central, Élio Maia não deu qualquer abertura de suspender o projecto, optando por reprovar a ideia da sua construção na zona definida pelo Polis, junto à rotunda do marnoto e salineira, além de que implicaria um investimento «de milhões» nas imediações, para além do custo da ponte. Sobre a ponte que a Câmara pretende construir, Paulo Marques, do PP, disse ter «dúvidas».

Élio Maia disse ainda que não há «nada a esconder» respondendo ao Bloco de Esquerda que o PdS não pode ser feito «nas costas das pessoas», como disse Ivar Corceiro, ou como afirmou Gonçalo Fonseca, referindo-se a um projecto feito «intra-muros».

Também contrariou a acusação da falta de informação feita pelas bancadas da oposição e João Carlos Valente, do PSD, acrescentou que era a «desculpa dos incautos».

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