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Bloco diz que empresa tem achados do Museu
2009/12/01

Os deputados Catarina Martins, da Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, e o deputado Pedro Filipe Soares, eleito pelo círculo de Aveiro do Bloco de Esquerda, pretendem que o Governo dê a conhecer quais os planos previstos para as peças arqueológicas (descobertas no Museu de Aveiro), alegadamente detidas pela empresa de arqueologia Mythica».

Num requerimento enviado ao Ministério da Cultura, os deputados dizem que «alegadamente, a empresa Mythica detém ainda as peças desenterradas, armazenadas em contentores, não se conhecendo o destino a dar aos artefactos arqueológicos recolhidos. Na sequência das descobertas, a Directora do Museu de Aveiro, Ana Margarida Ferreira, terá considerado a possibilidade de antecipação de uma exposição temporária sobre as escavações arqueológicas efectuadas. Porém, tal não se verificou, devido à alegada incompatibilidade do reajustamento do projecto de arquitectura com o financiamento comunitário».

Os deputados referem que a empresa de arqueologia Mythica «acompanhou todo o processo das escavações, tendo revelado, no momento das descobertas, que estava a ser realizada «a exploração de duas valas próximas da antiga cozinha do Convento de Jesus, de onde tem saído grande quantidade de faiança do século XII e posterior, como taças, tigelas, formas e mesmo fragmentos de vidro.»

Segundo o BE que cita (Março de 2009), um blogue (http://vistaparaacidade.blogspot.com/2009/03/resposta-de-ana-margarida-ferreira.html), a Directora do Museu de Aveiro admitiu que «as estruturas arqueológicas estão documentadas e enterradas», uma decisão que, segundo os deputados, «não se compreende e que importaria esclarecer, face à importância do achado. A este facto acresce que a reabertura do Museu não previu qualquer explicação ou exposição documentada sobre as descobertas e o destino das peças arqueológicas permanece desconhecido».

Lembram que «é competência do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I.P. (IGESPAR), em articulação com o Instituto dos Museus e da Conservação, acompanhar os trabalhos arqueológicos, proceder à avaliação dos bens achados, elaborar o seu inventário e registo, com vista à constituição de depósitos de espólios arqueológicos».

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