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A «maior crise» na história da pesca
2006/11/12

A Associação dos Armadores das Pescas Industriais (ADAPI) alerta para o «clima de gravíssimas dificuldades» do sector das pescas e assegura mesmo que a fileira atravessa a «maior crise económica e social de toda a história», noticia o Diário de Aveiro.

«A instituição liderada por Pedro França adverte para a «queda brutal e persistente da rentabilidade empresarial», exemplificando com a «preocupante acumulação de resultados líquidos negativos» nos últimos dois anos, resultado da alteração dos facores de custo da produção.

A ADAPI denuncia ainda as «fortes restrições» impostas nas quotas das espécies «com maior interesse comercial» e no tempo máximo de pesca autorizado para alguns grupos de artes em resultado da aplicação de planos de recuperação.
A recente notícia do encerramento «praticamente imediato» das quotas de pescada e tamboril acarretará «incapacidade objectiva para gerir operacional e economicamente importantes segmentos da frota nacional», parte da qual terá de «amarrar ao cais», visto que fica «sem alternativas viáveis».

A associação critica, por outro lado, o Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para 2007, recentemente apresentado pelo Governo, documento cuja «orientação política» deixou os armadores «perplexos».

Na área específica do Programa Operacional Pescas, 76 por cento dos fundos destinados a financiar medidas com interesse relevante para o sector estão «deslocados para os quatro últimos anos do IV quadro Comunitário de Apoio», entre 2010 e 2013, com a «agravante» de ter sido feita uma previsão «extremamente exígua» de verbas para pôr em marcha um programa de ajustamento da capacidade da frota portuguesa.

Outra crítica prende-se com a «insipiência de verbas» para projectos a apresentar pela indústria transformadora de produtos da pesca. «É incompreensível que tal suceda, pois esta indústria carece de fontes de financiamento para poder acompanhar os níveis de inovação e de eficiência que já são usados por unidades congéneres mais avançadas, a fim de que o seu ‘portfolio’ de produtos se mantenha competitivo e atractivo», refere a entidade de Pedro França, que acusa ainda o Governo de, durante dois anos de discussões, ter recusado «qualquer medida de apoio eficaz», deixando «aprofundar um ambiente insuportável de desigualdade concorrencial com outras frotas que nos são próximas».

«As empresas armadoras reinventaram processos de trabalho e fizeram a possível engenharia financeira na sua gestão, nesses dois anos, para não soçobrarem e cederem posições no mercado, apesar de muitas unidades terem já ficado pelo caminho», adverte a ADAPI.

A associação alerta o Governo que, «se nada for feito», será responsável por uma «calamidade de dimensão nacional que afectará dezenas de milhar de pessoas e arrasará vultuosos investimentos». (Diário de Aveiro)

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