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Aumentos da energia são «inadmissíveis» - AEA
2006/10/24

A Associação Empresarial de Águeda entende serem «inadmissíveis» os aumentos propostas para a actualização do preço da energia para as PME, Desajustados e penalizantes, considera Ricardo Abrantes, presidente da direcção da AEA, noticia o Diário de Aveiro.

«Na sequência da proposta apresentada pela ERSE relativa aos aumentos das tarifas eléctricas a praticar em 2007, a Associação Empresarial de Águeda decidiu endereçar uma carta ao ministro da Economia, reclamando contra esta proposta.

Na missiva, o presidente desta associação refere que os aumentos propostos, que para as PME’s se situam acima dos 7.2%, «são infundados e completamente desajustados» da realidade económica e social do nosso país; e que os aumentos propostos «são inadmissíveis e só penalizam a já frágil competitividade das PME’s».

De resto, aquele dirigente entende que também penaliza a capacidade da economia Portuguesa em atrair novos investimentos estrangeiros e promove a saída das multinacionais cá instaladas.

A AEA, em representação das empresas associadas, diz que não entende como é que os denominados custos de interesse económico geral, «que não são mais do que os custos de produção de energia alternativa, da cogeração e as rendas a pagar às autarquias, aumentam 45% em 2007»

«Não podem as PME’s Portuguesas “subsidiar” a produção de energia alternativa, nomeadamente eólica, por parte dos grandes grupos económicos e muito menos “financiar” as autarquias», refere Ricardo Abrantes. «Até porque, tanto quanto temos conhecimento, a produção de energia eólica é um negócio altamente lucrativo e este subsídio apenas contribuirá para o engrandecimento dos vários operadores em detrimento da competitividade das PME’s Portuguesas».

Para a AEA não está em causa o reflexo do preço dos combustíveis na electricidade mas «não compreendemos porque é que são as pequenas e médias empresas a pagar a factura das energias renováveis e a pagar as rendas aos municípios».

«Bem sabemos que há um défice das contas públicas para corrigir mas não podem pedir mais sacrifícios às empresas porque a actual situação económica não lhes permite suportar mais novos aumentos da electricidade», desabafa.

Constatando ser do conhecimento geral que as empresas já pagam a electricidade muito mais cara que os concorrentes espanhóis e a actual proposta da ERSE ainda mais aumentará o fosso de preços existente entre Portugal e Espanha e, consequentemente, cria novas dificuldades concorrenciais, o presidente da AEA recorda que no início do corrente ano foi anunciado pelo Governo a limitação, com efeitos a partir do segundo trimestre de 2006, dos aumentos do preço da electricidade para o segmento empresarial. «Lamentavelmente, constatamos o esquecimento de mais uma promessa».

Face ao exposto na carta, e em face da situação económica e financeira das empresas Portuguesas, a AEA apela ao ministro da Economia que, através do Ministério que tutela, promova o «congelamento» imediato dos preços da electricidade». (Diário de Aveiro)

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