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DesportoAveiro
E o verniz estalou
2005-11-21

E o verniz estalou

Estalou o verniz na política em Aveiro, o que começou com alguns sinais de que seria aberto o confronto público entre a nova maioria e a oposição socialista, que não esquece uma derrota que não imaginava ter.

Começou pouco dias depois de instalados os novos órgãos municipais, Câmara e Assembleia Municipal. A presidente da Mesa da Assembleia, Regina Bastos, disse, com os trabalhos quase a terminarem, e sob pressão socialista na condução dos trabalhos, que o socialista Raul Martins se encontrava na sala de uma forma «displicente». O caso até passou sem comentários. Neste palco, Regina Bastos e as bancadas do PSD e do CDS-PP terão de olhar com mais atenção para Carlos Candal, Raul Martins e Pires da Rosa.
O próprio segundo secretário da Mesa, Manuel Prior, já reconheceu que Carlos Candal tem provocado «problemas» à presidente da Assembleia.

Depois surge uma acusação. O director do Teatro Aveirense, Paulo Ribeiro, contratado por Alberto Souto, teve uma saída estrondosa. Depois de rescindir com a nova Câmara disse que em Aveiro há um lobi e que é obscuro, ou seja, que se move às escondidas. Numa palavra, para servir quem pertence a esse lobi e o socialista Jaime Borges faria parte, disse, quando o conseguiu «empurrar» para fora do Teatro. As outras palavras são sobre a qualidade dos políticos de Aveiro que na sua opinião, é baixa.
Paulo Ribeiro disse que o seu contrato não podia continuar porque foi detectado um «buraco financeiro» como lhe disse o vereador Capão Filipe.

Depois continuou com Pedro Silva, o vereador que escapou ao controle da Câmara ao colocar no seu blog as agendas das reuniões de Câmara. O vereador Carlos Santos respondeu dizendo que Pedro Silva devia ter pedido autorização para o fazer e, não pedindo, foi desleal.

Capão Filipe surge como o vereador hiper-activo e que agiu de forma diferente de Jorge Greno. O primeiro fica nos órgãos do Beira-Mar e o segundo optou por se retirar do clube. Para Capão Filipe não haverá misturas ou relações perigosas, por fazer parte do executivo da Câmara e da vice-presidência do Beira-Mar.

Sobre o vereador das finanças, Pedro Ferreira, terá o seu momento quando a Câmara mostrar as contas que encontrou, as medidas que sugere e o orçamento para 2006. Para já disse que seguiu uma metodologia oposta à dos socialistas na preparação do orçamento. Primeiro, dirigir o dinheiro que os serviços precisam e só depois entrará a  parte política. Na posse da Assembleia, Santos Costa ajudou Pedro Ferreira a pensar e disse que era necessário aplicar nas finanças da Câmara um «tratamento de choque».

Paula Barros, do Bloco de Esquerda, que suspendeu o mandato na assembleia, acabou por provocar a queda do número um da lista à Câmara. Vaz da Silva saiu do partido porque o BE não atendeu ao seu desejo de afastar Paula Barros, devido à sua prestação  num debate.

Por fim, Élio Maia, o presidente da Câmara de Aveiro, que conseguiu ganhar a candidatura de Alberto Souto, pouco ou quase nada fala. Delega muito em todos os momentos públicos, embora não se conheça como faz em privado. Na Assembleia ou na Câmara, não fica totalmente calado, mas passa muito das declarações para os seus vereadores. Não o encontramos directamente envolvido nem se envolve nas polémicas. Ou seja, a fazer o orçamento, a reduzir os impostos, a contratar a prata da casa para a direcção do teatro Aveirense, faz tudo ao contrário de Alberto Souto. Élio tinha avisado que a mudança ia ser «radical».


João Peixinho

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