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Ruídos e Sinais
2005-11-7

Ruídos e Sinais

Tudo a que se assiste depois das eleições e da surpresa, para quase todos, da derrota de Alberto Souto e da vitória de Élio Maia são ruídos e, ainda, poucos sinais em Aveiro. Fala-se e escreve-se muito e, agora muito nos blogs - uma explosão em Aveiro, desde a última campanha autárquica - sobre quem foi eleito, para onde, as movimentações, as nomeações para os que mais se empenharam na campanha.

Depois de instalados nos órgãos, há reposicionamento das figuras eleitas e dos que estiveram mais próximo das campanhas, que só terminará com a composição final das empresas municipais e outras administrações.

O único sinal prático dado pela Câmara da nova maioria PSD/CDS-PP, do conhecimento público, foi descer dois impostos municipais. Foi pressionado a isso. Élio Maia tinha a intenção de o fazer, como prometeu em campanha – baixar os impostos mas se não o fizesse seria negativo para a imagem. Seria um descrédito a evitar.

Élio Maia desceu um por cento na derrama e chegou para dizer que cumpriu a promessa mas os comentários dos críticos que não se escreveram são de que a descida dos impostos é «populismo».

Pouco valerão as disputas entre Carlos Candal e Regina Bastos a não ser pelo desgaste. Raul Martins e Pires da Rosa também já mostraram que estão ali para dificultar a vida à coligação.

Um desaparecido desde a vitória é Ulisses Pereira, um dos principais responsáveis pela vitória. Começou muito cedo e apontou sempre em direcção a Alberto Souto, que parecia invencível. Durante meses até Souto perder. Até à noite das eleições, os socialistas pareciam rãs colocadas em panelas de água fria que depois se coloca fogo e ficam até morrer cozidos, sem se aperceberem do perigo.

O que se passa nestes dias é, essencialmente, ruído. Veremos, na apresentação do orçamento e plano de actividades para 2006, onde serão mostradas as opções e as obras de Souto que Élio afastará.

Provavelmente haverá uma descida do orçamento de 2006 comparado com o de 2005, que ultrapassou os 100 milhões de euros, e que a coligação diz ser inflacionado com «receitas virtuais».

De resto é tudo ruído, que resulta da tomada do poder aos socialistas. Alguns sinais são mais interessantes do que outros. O facto de Capão Filipe acumular a vice-presidência do Beira-Mar com a vereação é sempre polémico.

Como é quando o Beira-Mar, por exemplo, quiser apresentar uma proposta qualquer à Câmara. Capão Filipe não participa neste assunto? Então o que está lá fazer?

João Peixinho

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